sábado, 21 de agosto de 2010

A HISTÓRIA DE ZÉ LEITOR - SALETE MARIA DA SILVA

SALETE MARIA DA SILVA (saletemaria@oi.com.br)


cidade: SALVADOR

estado: BA

idade: Até 50 anos

sexo: feminino

categoria: POESIAS

titulo: A HISTÓRIA DE ZÉ LEITOR

texto: Zé recebeu um convite

Que nunca foi feito antes

Pois era coisa de elite

Ou de jovens estudantes

Foi chamado a estudar

Escrever, ler e contar

Quanta coisa interessante!



Ficou meio pensativo

E disse para a mulher:

"Inté hoje eu sobrevivo

Sem sabê lê um papé

Agora nessa idade

Num tenho capacidade

Vou andar de marcha à ré?"



"Já não tenho condição

De aprendê o bê-a-bá

Tenho preocupação

Vivo só pra trabaiá

Agora esta invenção

Estudá, fazer lição

Para mim isto não dá"



A mulher disse: "José

Tu tá com medo de quê?

Sempre foi home de fé

Vai agora esmorecê?

Ta rejeitando a escola?

É direito e não esmola

Conforme ouvi dizê"



"Além do mais hoje em dia

Ninguém mais fica de lado

Aqui pela cercania

Tá todo mundo letrado

Home, muié e minino

Só tu não tá assitindo

O Brasil Alfabetizado"



"O povo qué estudá

Vai atrás e se concentra

Não dá pra desanimá

Na vida tudo se enfrenta

O passado já passou

O presente começou

O futuro a gente inventa"



"É mermo, tu tem razão

-disse José, de repente-

Num vou pagá um tostão

Isto me deixa contente

Vou apanhá um caderno

O mais bonito e moderno

E vou me dá de presente"



"Vou estudá, tá na hora

Vou tentá aprendê lê

Se eu nunca fui à escola

Não foi falta de querê

Desde cedo trabaiando

Meu velho pai ajudando

Levei a vida a sofrê"



"Assim como eu, milhares

Por este Brasil afora

Basta olhá nos olhares

Ninguém mais nos ignora

Eu vou sim, tô na peleja

Nada nos vem de bandeja

É chegada a minha hora"



"Vou tirá o atrasado

Nunca é tarde pra aprendê

Criança fui pro roçado

Hoje não sei escrevê

Mas sei que posso tentá

É tempo de avançá

Chega de teretetê"



A mulher disse: "Você

Já tá falando bonito

Mesmo não sabendo lê

Nada do que tá escrito

Já mostra que tem futuro

Vejo que está seguro

E em você acredito"



"Sei que é um dereito seu

Ter acesso aos estudo

Do tanto que tu viveu

O mundo mudou em tudo

Vá, José, vá estudá

Você só tem a ganhá

Já é um homem sortudo"





"Eu mermo sei lê um tico

Sei fazê um bilhetinho

As vezes até medito

E sonho mais um pouquinho

Se eu voltá a estudá

De tudo vou me alembrá

E progrido ligeirinho"



Zé ouvindo aquilo tudo

De pressa se decidiu

Deixou o olhar sisudo

O coração consentiu:

"Não custa nada tentá

E é tão bom estudá"

Pegou as coisas e saiu



Então foi ele à escola

Cheio de ansiedade

Levava numa sacola

Sonho e realidade

Chegou na sala e entrou

A professora falou:

"Nossa, que felicidade!"



"Seja bem vindo, amigo

Aproveite este momento

Esta escola é um abrigo

Tome logo seu assento

Aqui todo mundo ensina

Cada um é uma mina

Carregada de talento"



Cada um sabe um pouco

Da vida que tá lá fora

Antônio hoje está rouco

De gritar que vende amora

Maria, que é cozinheira

Hoje viu João na feira

Pertinho de onde ela mora"



"Maria Lúcia é avó

Joaquina se aposentou

Eduarda é o xodó

Porque nunca se casou

Socorro é rezadeira

Luís vai à gafieira

E Joana luta judô"



"São todos gente madura

Autoridades no lar

Ninguém aqui tem frescura

Todos querem estudar

Falamos do dia-a-dia

Um pouco da carestia

E de tudo quanto há"



José logo foi gostando

Daquele novo ambiente

Foi logo se enturmando

Achando o povo decente

Olhou em volta e sorriu

À vontade se sentiu

Pois "gente gosta é de gente"





Pegou papel e caneta

Ouviu a explicação

Lembrou da velha marreta

E do surrado macacão

As letras se embaralhavam

Parece até que mangavam

De sua concentração



Espremendo bem a vista

Ouviu tudo direitinho

No quadro tinha uma lista

De nomes bem bonitinho

A professora feliz

Usava um taco de giz

E falava bem mansinho



Tinha um "a" de avião

Um "e" de escadaria

Um "i" de informação

Um "o" de ovo, havia

Um "u" de uva, também

E ele, como ninguém

Naquilo se envolvia



Todo dia ele estudava

Depois de ter trabalhado

A professora falava

E ele compenetrado

Tinha muita explicação

Depois vinha uma lição

Do que fora ensinado



Via os colegas dizerem

Que queriam se formar

Pra uma festa fazerem

E muita gente chamar

Ele até pensava nisso:

"Imagine o rebuliço

Que neste vai dá"



Chegava em casa cansado

Ligava a televisão

Porém ficava espantado

Com tanta complicação

Via que pouco entendia

Pois como ainda não lia

Tudo era confusão



Viu a novela, o jornal

Ouviu notícias do mundo

Mas ao trocar de canal

Adormeceu num segundo

Sonhou com uma caneta

Comandando este planeta

E um papel branco de fundo



"Vixe que coisa medonha

Uma caneta falante

Com uma cara risonha

E em tamanho gigante"

E a caneta dizia:

"Olá, José!" e sorria

E lhe dava um diamante



Sobressaltado acordou

Achando aquilo estranho

De um desenho lembrou

Da forma, cor e tamanho

Olhou para seu netinho

Beijou-o devagarinho

Saiu e foi tomar banho



Achou que aquele sonho

Tinha algo a lhe dizer

Mas era muito medonho

No jeito de aparecer

Pra que caneta e papel

Comandando uma babel

Como podia entender?



Foi trabalhar matutando

E à noite foi estudar

A professora falando

E ele só a pensar

Na caneta e no papel

Sobrevoando o céu

Querendo lhe seqüestrar



Nesta noite nada viu

Que pudesse entreter

Quando da sala saiu

Sem nada ali entender

A professora sentiu

Que ele nada ouviu

E foi sondar pra saber:



"O que há com o senhor

Que nada quis comentar

Parece que não gostou

Da aula, do ensinar"

Ele disse: "não senhora

Eu tava meio por fora

Nada tenho a me queixar"



Ela insistiu: "o senhor

Tava absorto, perdido

Eu lhe peço, por favor

Não se sinta preterido

Se estiver desgostoso

Ou quem sabe ansioso

Pode se abrir comigo"



"Não, senhora, Ave Maria

A aula é muito boa

Me desculpe eu não queria

Ofender sua pessoa

É que eu às vezes penso

Este mundão é imenso

E a vida da gente voa"



"Eu tô aqui nesta idade

Tentando aprendê lê

Pois na minha mocidade

Isto não podia sê

Vivia para o roçado

Ganhando pouco, empregado

Vivendo ao léu, a mercê"



"Por isso mesmo o senhor

Deve dar valor a vida

Se viveu, se batalhou

Se sofreu sua ferida

Deve lembrar o poeta

Que constrói a sua meta

Na palavra proferida"



Diga que "valeu a pena"

Pois tudo vale na vida

"Se a alma não é pequena"

Nela tudo tem guarida

Viva o daqui pra frente

Vale viver o presente

Desta vida comovida



Ele disse: "a senhora

Tá coberta de razão

O que disse só melhora

O meu velho coração

Vou, sim, aprendê a lê

E um dia hei de escrever

Um verso cheio de emoção"



"Com muito afinco e prazer

Meteu a fazer lição

Queria logo aprender

E abrir sua visão

Dizia a sua mulher

Agora eu boto fé

Que serei um cidadão"



No trabalho ele falava

Do mundo que descobria

O servente o olhava

E muito pouco entendia

Mexendo massa e cimento

Só via o mundo cinzento

Por que tanta euforia?



No caderno escrevia

O próprio nome: J-O-S-É

Em voz alta ele lia:

"Jota, ó, ésse e é"

Falava de sua história

Do que tinha na memória

Da vida como ela é



Assim fazia progresso

Mas as vezes se zangava

Quando pegava um impresso

E pouca coisa encontrava

Do mundo em que ele vivia

Pois toda coisa que lia

De outro mundo falava



Ficava desiludido

Com tanta dificuldade

Sentava meio abatido

Contava sua idade

"Já tenho sessenta anos

Eu nem posso fazê planos

De ir para faculdade"





Mas a mulher companheira

Que um pouco sabia ler

Dizia à sua maneira:

"Zé, não se deixe abatê

Tu lendo a tua vida

Melhorando tua lida

Já é bastante o crescê"



Zé ouvia aquilo tudo

E matutava, baixinho:

"Nunca vou tê um canudo

Sempre serei Zé Povinho

Esse negócio de lê

Contá, falá, escrevê

Não é bem o meu caminho"



Mas ao mesmo tempo via

Que muita coisa mudava

Quando ia a padaria

O troco ele contava

Fazia atenta sondagem

Lia toda embalagem

Daquilo que ali comprava



Ao tomar a condução

Ia no transporte certo

Ao receber um cartão

Já entendia correto

Uma ficha preenchia

Um jornal ele já lia

O mundo tava mais perto





Mas algo ele queria

E desejava fazer

Seria naquele dia

Não podia mais conter

Iria ele, afinal

Ao cartório eleitoral

Seu nome subscrever



Queria votar, então

E decidir seu destino

Ao apertar o botão

Não se sentir tão cretino

Queria ver o seu nome

Assinar seu sobrenome

Na folha de papel fino



E assim tudo se deu

Ele se sentiu completo

Vendo ali o nome seu

E não mais "analfabeto"

Que prazer ele sentia

Ate chorou nesse dia

Olhando do piso ao teto



Mas outro desejo tinha

E queria realizar

Faria uma cartinha

Pra seu amor declarar

Diria para Helena

Sua esposa: "Pequena,

não me canso de te amá"







Queria deixar escrito

O que nunca registrou

Num texto muito bonito

Falando só de amor

Queria dizer a ela

Igual se diz na novela:

Você é a minha flor!



Mas tinha aquela vergonha

Podia parecer tolo

Tem coisa que a gente sonha

E a vida passa o rolo

Um homem da sua idade

Falar de amor e saudade

Só tendo cara de bolo



Procurou a professora

E falou do Ceará

Da seca devastadora

Que ele já viu por lá

Disse que tinha um parente

Que gostava de repente

E lhe ensinou a gostar



Disse que nas cantorias

Dos cantadô de viola

Sempre tinha uma magia

Igualzinha a da escola

As palavra vinham vindo

E os verso iam saindo

La do fundo da cachola







Falou que ouviu cordel

Ser declamado na feira

Um poeta, um menestrel

Desses sem eira nem beira

Ensinava o povo lê

Sem grande esforço fazê

Somente na gemedeira



Disse que na sua terra

Tem verso para quem qué

E que lá tem uma serra

Por nome de Assaré

Onde um poeta roceiro

O maió dos brasileiro

Mal rabiscava um papé



O poeta Patativa

Que Deus o tenha no céu

Foi uma ave nativa

Para o país um troféu

Home de pouca leitura

Mas de palavra segura

Partiu envolto num véu



A professora propôs:

Que tal você recitar

Hoje, amanhã ou depois

Do poeta popular

Um verso bem empolgado

Pra lembrar do seu passado

E também do seu lugar?





Que tal você nos trazer

Um cordel para leitura

Para a gente conhecer

Esta augusta criatura:

Patativa do Assaré

Que o mundo sabe quem é

Cheio de força e candura



Zé ficou maravilhado

E disse: Eu trago, sim

Já estou emocionado

É importante pra mim

Lê algo que me encanta

Que minha alma levanta

Obrigado, meu Padim!



E assim foi que se deu

No final daquele ano

Zé, logo que amanheceu,

Já tava fazendo plano

Mas suas pernas tremiam

Os lábios estremeciam

Era grande o desengano



No trabalho mal falou

E o companheiro sentiu

Um aperto o sufocou

Sua voz ninguém ouviu

Tava nervoso, coitado

Não se achava preparado

Pra tarefa que assumiu



Chegando em casa de volta

Da construção que fazia

A mulher viu a revolta

Pois seu olhar não mentia

E disse: Ô meu José

Onde anda a tua fé

Que é tua garantia?



Tá nervoso, acabrunhado

Porque vai se apresentá

Teu terno tá engomado

Eu já vou me arrumá

Quero vê tu recitando

Lendo um verso e comentando

Etecetera e coisa e tá



O medo se agigantava

E José não quis comer

Toda noite ele jantava

Conversava como o quê

Mas nesta noite, tadinho

Mal bebeu um bucadinho

Do chá que mandou fazê



E então todos partiram

Para a comemoração

Os colegas consentiram

Na tal apresentação

José faria a leitura

Dum cordel da criatura

Mais famosa do sertão





Na platéia a lhe sorrir

A mulher e um vizinho

Também estava ali

O servente "Seu Toninho"

Os colegas orgulhosos

Todos muito atenciosos

Para ouvir o tal versinho



Zé foi chamado e aplaudido

Mas só Deus via a aflição

Ela tava tão perdido

Quase golfa o coração

Mas mesmo assim começou

Primeiro ele explicou

Quem foi Patativa, então



Disse que foi O Poeta

Mais sagrado do nordeste

Que sempre foi sua meta

Falar do cabra da peste

E que ficou conhecido

Por ser cantado e lido

Do litoral ao agreste



Sendo assim vou recitá

Um poema conhecido

Vaca Estrela e Boi Fubá

Foi gravado e foi ouvido

Um cantô do Ceará

Em sua voz fez soá

Em tom de pranto e gemido:





I

" Seu dotô, me dê licença

Pra minha história eu contá

Se hoje eu tou na terra estranha

E é bem triste o meu pená,

Mas já fui muito feliz

Vivendo no meu lugá

Eu tinha cavalo bom,

Gostava de campeá

E todo dia aboiava

Na portêra do currá

È ê ê ê Vaca Estrela

Ô ô ô ô Boi Fubá



II



Eu sou fio do Nordeste,

Não nego meu naturá

Mas uma seca medonha

Me tanjeu de lá pra cá

La eu tinha meu gadinho

Não é bom nem maginá

Minha bela Vaca Estrela

E o meu lindo Boi Fubá,

Quando era de tardezinha

Eu começava a aboiá

Ê ê ê ê Vaca Estrela,

Ô ô ô ô Boi Fubá

III

Aquela seca medonha

Fez tudo se trapaiá;

Não nasceu capim no campo

Para o gado sustentá,

O sertão esturricou

Fez os açude secá

Morreu minha Vaca Estrela

Se acabou meu Boi Fubá

Perdi tudo quanto tinha

Nunca mais pude aboiá

Ê ê ê ê Vaca Estrela

Ô ô ô ô Boi Fubá



IV

E hoje, nas terras do Su

Longe no torrão natá

Quando vejo em minha frente

Uma boiada passá

As água corre dos óio

Começo logo a chorá

Me lembro da Vaca Estrela

Me lembro do Boi Fubá;

Com sodade do Nordeste

Da vontade de aboiá

Ê ê ê ê Vaca Estrela

Ô ô ô ô Boi Fubá"



Todos então aplaudiram

A leitura emocionada

Muitos ali nunca ouviram

O som de uma toada

Ficaram muito tocados

Alguns choraram calados

Naquela noite encantada





A professora Luzia

Disse: Que bela leitura

Pois antes eu não sabia

Da sua desenvoltura

É bom a gente entender

E ver um leitor nascer

Ensinando outra cultura



Vejo que muito de vós

Se desencantam ao ler

Mas cabe sempre a nós

Procurar lhes conhecer

Pois é preciso criar

Formas de estimular

E o neoleitor envolver



Com um poema matuto

Zé mostrou que sabe ler

Ler a vida, ler o mundo

Ler um texto e escrever

Se reconhecer sujeito

Ler e ficar satisfeito

Por tudo ali entender



Escolhendo a leitura

Pelo autor e pelo tema

Mostrou de forma segura

Que aprecia um poema

Que fala do que lhe toca

E emoção lhe provoca

E faz a vida amena



Eis uma boa lição

Que Zé nos deu neste dia

Sua apresentação

Causa gosto e alegria

Estimula a prosseguir

A sonhar e evoluir

Com muita fé e magia



Zé, então, agradeceu

A condição de aprendiz

E tirou do bolso seu

Um pedacinho de giz

E disse: Quero escrevê

Para meus colega lê

O que meu coração diz



Do quadro se aproximou

E rabiscou devagar

A professora notou

Que ele estava a chorar

Uma frase desenhou

Dizendo: "Eu nada sou

Sem Helena a me amar"



Uma colega foi lendo

O que José escrevia

Helena se comovendo

Falar já não conseguia

Toninho, o companheiro

Decidiu-se bem ligeiro

Que também aprenderia



Falou para os presentes:

Eu farei como José

Estamos todos contentes

Vejo agora que da pé

Vou também aprender ler

Contar, falar, escrever

E amar minha mulher



Foi muito contagiante

O momento da leitura

A partir daquele instante

Surgia nova postura

Ficando ali declarado

Brasil Alfabetizado?

Pra todos literatura!



E assim se deu então

A história de Zé Leitor

Não foi contada em vão

Aqui fala o narrador

O nosso objetivo

É dizer que sem ter livro

Não vale o que se plantou



E livro de toda cor

Livro que fale de tudo

Não só livro de doutor

Nem só livro de estudo

Livro para relaxar

Para rir, para chorar

Para cego e para mudo



Que venha livro a mão-cheia

Que venha livro de esquema

Livros fartos para a ceia

Livro de reza e poema

Livro de gente modesta

De guerra, luto e festa

De romance e de cinema



Livro para estimular

A quem aprendeu a ler

Livro para conquistar

Quem não sabia escrever

Livro para abrir a mente

Que deixe a gente contente

E que se faça entender



Que ninguém deixe de ler

Porque não pode comprar

Que o povo possa viver

Literalmente a amar

A nossa literatura

Que representa a cultura

De todo canto que há



Assim então nós teremos

Um Brasil maravilhado

Pois todos nos já sabemos

Como se deu no passado

Poucos nesta terra liam

E quanto menos sabiam

Mas fácil eram enganados



Hoje com a educação

Para jovem e adulto

Não basta terem na mão

Um livro de grande vulto

É preciso estimular

O prazer de estudar

A partir do seu reduto



Aos poucos se vai sabendo

Que somos um universo

Quando se vai conhecendo

O valor que tem um verso

Pois na terra de José

Só se bota no papé

Aquilo em que tá imerso



Literatura em geral

Deve se patrocinar

Desde a cultura oral

Á mais moderna que há

Um blog de poesia

Pra se ler com alegria

Quando já se chegou lá



Por fim, que o Zé Leitor

Possa servir de esperança

E que cada professor

Equilibre na balança

Um pouco de seu saber

E do que pode aprender

Com velho, moço e criança



Que a escola do mundo

Mostre o seu conteúdo

Pois o saber mais profundo

Não se extrai só dum canudo

Que a leitura da vida

Possa ser a preferida

Tal qual num cinema mudo



Zé Leitor é ficção

Mas há na realidade

Abrindo o coração

Se vê José de verdade

Querendo ler um cordel

Ou rabiscando um papel

No campo ou na cidade



É só abrir a janela

E ver a realidade

Nem toda historia é novela

Nem todo choro é saudade

Nem todo texto se vende

Nem toda obra se entende

Nem todo velho é de idade



Nem todo Leitor é Zé

Nem toda obra é de arte

Nem todo pé tem chulé

Nem toda pausa é enfarte

Nem sempre o tempo é perdido

Nem todo escritor é lido

Nem tudo que trinca, parte



Nem sempre a educação

Corrigiu desigualdade

Nem toda proposição

Contempla a diversidade

Nem todo alfabetizado

Lê um texto emocionado

Com amor e sinceridade



Aqui fica o meu recado

Eu que adoro cordel

Se ficou interessado

Por este simples papel

Me manda uma carta, entao

Pois ninguém escreve em vão

Quando o limite é o céu!

O que o nosso corpo silencia - Daniela Martins Lima

Daniela Martins Lima (danimartlima@yahoo.com.br)



cidade: Patrocínio

estado: MG

idade: Até 50 anos

sexo: feminino

categoria: OUTRAS


texto: O que o nosso corpo silencia?



Na busca incessante de um crescimento político-econômico e solução para os diversos conflitos que marcam o individuo e a sociedade, o nosso corpo é que tem pago um alto preço.

Diante da velocidade com que as mudanças ocorrem, muitas vezes nos passam desapercebidas as verdades colocadas como universalmente válidas e as adotamos como hábitos, costumes, como se elas não tivessem origem ou memória.

Somos públicos de uma indústria cultural que torna tudo atraente e digerível. As nossas necessidades são iguais, bem como incitam o nosso comportamento em sociedade. E, para isso, simplificam os temas, esvaziam o significado e disfarçam os conflitos sociais. E o nosso corpo é comparado como objeto de produção e consumo, posse, por uma dominação que quase não se vê.

Acredito que a vigilância para estarmos dentro dos padrões de beleza, comportamento, disciplina, consumismo, agride o ser humano sobretudo porque esse tipo de agressão gera sentimentos de culpa, sofrimento e dor e interferem na subjetividade.

Afinal de contas, que corpo é esse que a sociedade procura moldar às suas necessidades e qual é o corpo que revela a verdadeira autonomia do indivíduo?

A ditadura da beleza estimula que o indivíduo fique nú, mas que seja magro, bonito e bronzeado. Seja insistente, obstinado para alcançar formas perfeitas. Que consuma em demasia, se acomode, não questione. Que a liberação da sexualidade e do corpo seja a verdadeira autonomia do indivíduo.

Mais que imposições, um olhar mais profundo, nos faz ver que o ser humano, corpo social, não tem sido considerado em sua dignidade e essência. Tem-se sacrificado princípios, evidenciando que, pessoas tem sido subestimadas e modelos suplantado o ser humano. Valores tem sido invertidos. A vida banalizada. Corpo e mente colocados em campos opostos. E ao mesmo tempo em que somos livres, somos também ameaça quando nos falta a crítica, a reflexão de como temos conduzido o nosso corpo para um viver bem, dotado de consciência do nosso papel social e agente transformador do meio em que vivemos.

Padrões não vão deixar de existir. Mas reflitamos o que é que o nosso corpo silencia. E que nessa voz que cala possa haver um gemido de dor, de fome, de exclusão, um grito de socorro para que tenha sua autonomia.

Lamentavelmente existe uma distância considerável entre o coerente e a realidade prática, no entanto, não deixe que silenciem o seu padrão mais precioso: a sua consciência.



Daniela Martins Lima. Educadora Física. Patrocínio/MG.

Duas importantes figuras: meu "vô" e meu "vô" - *Eneida Souza Cintra

Eneida Souza Cintra (eneidasouza@uol.com.br)



cidade: São Paulo

estado: SP

idade: De 61 a 70 anos

sexo: feminino

categoria: ESTÓRIAS

titulo: Duas importantes figuras: meu "vô" e meu "vô"

texto:

DUAS IMPORTANTES FIGURAS:

MEU VÔ E MEU VÔ




Sinto-me uma privilegiada: neta de duas pessoas especiais e ao mesmo tempo diametralmente opostas - ambos da mesma cidade do interior paulista.



Enquanto um deles esbanjava inteligência e distribuía conhecimento, o outro era todo carinho e dengo.



Enquanto um registrava suas idéias no jornal da cidade, o outro se atinha ao sabor da leitura.



Enquanto um, com sua sagacidade coloria seu pensamento com ironia e irreverência, o outro era cúmplice de sua própria vida com sincera intimidade.



Enquanto um deles "pulava" de cidade em cidade com mulher e filhos, o outro aprofundava raízes na terra onde nascera. O "pulador", irrequieto buscava experimentar sensações novas; o "assentado" necessitava de uma platéia para demonstrar seus dotes intelectuais conquistada no curso dos anos. Um satisfazia-se com as emoções vividas que surgiam pela exploração do desconhecido (troca de emprego, aventuras amorosas); o outro agarrava-se à rotina.



Enquanto a sisudez e seriedade acompanhava o semblante de um, o outro me ensinava a sorrir, a brincar, a amar. Eu tinha de um lado a frieza racional acompanhando um modelo de inteligência impecável, cultura exacerbada advinda de uma atitude autodidata e de outro lado, o calor extremado pois assim se colocava no mundo - bastava-lhe alimentar-se de afeto e doar ternura.



Revendo o quadro numa distância de 50 anos, sinto o quão forte foram estas referências para mim; permitiram que vivenciasse simbolicamente o binômio razão/emoção: pensar e sentir. Estas comparações levaram-me a crer ainda mais no dito da psicologia - o homem é muito mais emoção do que razão pois, enquanto meu vô materno era transparente permitindo-se ser natural e espontâneo, desejando e sendo desejável, o vô paterno com seu pseudo distanciamento, lidando aparentemente só com a razão como única fonte de vida, era movido pela vaidade que pertence ao campo emocional.



Sou privilegiada por terem sido fortes modelos durante o decorrer da minha vida cada qual a seu modo. Como somos em parte, fruto do ambiente externo, penso no quanto colaboraram para a minha formação. Causa-me tristeza ao saber o quão pouco a sociedade atual valoriza a velhice, o pouco espaço que têm dentro da própria família. O falecer, através do olhar médico muitas vezes significa soro, sangue, UTI, alimentação artificial, o prolongar de algumas horas e/ou dias. Até que ponto é benéfico? Não sei ... apenas reflito ... Meus vôs foram respeitados: morreram nas próprias camas, em suas casas; o mais racional, de acordo com a vida que escolheu para si, faleceu só; os ouvintes que o sustentavam não faziam parte de sua intimidade. O outro foi-se, rodeado das sementes que plantou: filhos e netos. Ambos puderam escolher.


Eneida Souza Cintra - Psicóloga

O "velho" como contador de histórias - * Eneida Souza Cintra

Eneida Souza Cintra (eneidasouza@uol.com.br)



cidade: São Paulo

estado: SP

idade: De 61 a 70 anos

sexo: feminino


titulo: O "velho" como contador de histórias


O "VELHO" COMO CONTADOR DE HISTÓRIA: UM BENEFÍCIO PARA TODOS.



* Eneida Souza Cintra





Embora querendo me dirigir à terceira idade, começo fazendo uma retrospectiva e um paralelo entre os atuais "sessentões" e o "trintões".



Existem verdades irrefutáveis:

- aos mais velhos: todos fomos bonitinhos, mocinhos, "durinhos", magrinhos.

- aos mais jovens: todos chegarão às rugas, à calvície ou ao cabelo branco.



Durante este processo, todos passamos do riso infantil à contestação da adolescência, enfrentando o famoso conflito de gerações. Ao atingirmos a fase adulta definimos com um pouco mais de clareza nossos valores buscando dirigir a vida com maior independência.



Ultrapassada estas fases, há o preparo para a vida prática. Nesta época, é comum já estarmos em companhia de alguém que, tendo feito um trajeto semelhante conseguiu seqüestrar sentimentos afetivos, surgindo o desejo do compartilhar, inerente ao ser humano tanto biologica como psicologicamente.



No entanto, embora todos tenhamos passado por estas etapas e outros ainda o farão, noto uma grande diferença entre estas duas gerações enquanto esforço para ultrapassar estas fases que devem ser sempre muito lembradas, até exaltadas pelos mais velhos: - as universidades em menor número exigiam do candidato dedicação plena: não havia férias, feriados e fins de semana - nem todos conseguiam atingir o patamar desejado; assim, a luta pela sobrevivência começava mais cedo: antes dos dezoito anos já se trabalhava como estafeta, vendedor, optava-se pelo funcionalismo público para ser " escriturário", pequeno comerciante, etc. Absolutamente não quero dizer que tenham desaparecido estas funções; quero dizer apenas que as opções da época estavam mais voltadas a este perfil quando viam inviabilidade de uma formação acadêmmica. Não havia a possibilidade de " esticar" a adolescência.



Com todo este preâmbulo, o que quero dizer é que a responsabilidade sobre a própria vida, a busca para sair do ovo materno, a luta pela independência me parece ser mais pertinente à geração mais velha do que a atual pois não se tinha possibilidade de escolha: ou ingressava-se rapidinho no terceiro nível ou ia-se trabalhar para ajudar tanto a família como a si próprio constituindo novo núcleo.



Sobressaio isto porque não é incomum a tendência do mais velho olhar para trás e pensar naquilo que poderia ter feito e não naquilo que de fato produziu, fez, lutou. O fato de estar, algumas vezes aposentado, leva-o a viver e sentir apenas o presente ajuizando-se sem utilidade, rejeitando-se e sendo rejeitado por não mais produzir, constatação que oempurrando à um estado deprimido.



Não quero denegrir o jovem atual mas, gostaria de lembrar aos mais velhos o quanto se sobressaíram no decorrer da vida, o quanto se doaram para chegar ao sustento da família, o quanto valor existiu na luta, quantas passagens difíceis foram superadas, com que orgulho devem olhar para os descendentes sabendo-se colaboradores maiores desta juventude, mesmo estando os filhos entre aqueles que não tendo obtido o êxito esperado, mantém os pais como provedores.



Meu convite é para que todos pensem nas suas vitórias, nas suas origens, nas transformações que propiciaram na vida dos outros, na própria vida e a grande colaboração que fizeram junto à sociedade.



Colaborando com este quadro, a sociedade esquece que os benefícios que vivem no presente, deve-se ao passado construído por aqueles que estão com idade mais avançada. Ao invés de colherem informações, de exaltarem as construções feitas nos mais diversos setores e transformarem o " velho" numa escola de aprendizes, além de ignora-los,não é incomum imprimir-se um tom de menosprezo. A pouca valorização é injusta principalmente por ser regra da natureza a passagem por todas estas etapas.



Não querendo absolutamente denegrir o trabalho de historiadores (pelo contrário, exalto-os), é muito interessante ouvir as experiências vividas, é muito rico tomar conhecimento através de depoimentos de quem viveu a história com os detalhes que envolvia família, preocupações, atitudes tomadas, mudanças que precisaram acontecer mediante algum fato significativo (política, revoluções, o aparecimento da tecnologia, as transformações de hábitos sociais, etc). Poderíamos dizer que o que estudamos nos livros seriam completados com o relato oral ou com um registro " caseiro" que vem, com certeza carregado de emoção.



Treinar o ouvido atentando às informações que o idoso tem a ofertar é, não só benefício para ele que se sentirá sustentado e apoiado como também fonte riquíssima de aprendizagem podendo-se fazer paralelos entre o hoje e o ontem.



Se faz necessário enaltecer-se em relação aos anos que ultrapassaram, relembrar com satisfação do que fizeram, imprimir alegria nas conquistas, olhar o que passou carregado de satisfação.



Façamos do "velho" um grande contador de histórias! Todos teremos muito a ganhar!

Ao idoso, minha deferência - Eneida Souza Cintra

Eneida Souza Cintra (eneidasouza@uol.com.br)



cidade: São Paulo

estado: SP

idade: De 61 a 70 anos

sexo: feminino

categoria: OUTRAS


Ao idoso, minha deferência!!



* Eneida Souza Cintra



Deferência não só pelo que foi, pelo que constatou, como pelo que é.

Deferência pela construção histórica que lhe faz personagem.

Deferência pelas vidas que semeou, pelas marcas que deixou, pela cultura absorvida e devolvida para aqueles que com eles conviveram.

Deferência pela privilégio que apenas alguns têm de conviver com um idoso.



Temos: verdadeiros arquivos vivos precisando ser resgatados e.......desprezamos.

Temos: relatos vivos de episódios históricos vividos e ...........desconsideramos.

Temos: uma sabedoria de vida querendo ser passada e .........desvalorizamos.



Constato que o desprezo pela experiência, que o desprezo pela história de cada um, esquecendo-se de vê-los como fragmento extremamente importante para a construção da cultura, está sendo imprimido nos nossos valores morais.



Valoriza-se:

- a ansiedade que, antes de levar ao stress, desperta um comportamento competitivo, extremamente ágil - aprovado pelo atual modus vivendi

- o descartável porque vai rapidamente desocupar o lugar para outra conquista gerando alta rotatividade - aprovado pela política de consumo.

- o poder do mais forte, daquele que tem mais, daquele que ganha - aprovado pela sociedade capitalista.



Isto posto enquanto crença pessoal, trabalho sobre a possibilidade deste indivíduo se colocar novamente na sociedade como forte colaborador. Opto por esta postura tendo em vista enxergá-la como mais saudável no lugar da tentativa inocente de fazer os mais jovens modificarem suas crenças. Primeiro há que se fazer presente; a valorização virá como conseqüência.

Pássaro ferido - Daniela Martins Lima

Daniela Martins Lima (danimartlima@yahoo.com.br)



cidade: Patrocínio

estado: MG

idade: Até 50 anos

sexo: feminino

Pássaro ferido

texto: Da gaiola contemplava o céu

As flores no jardim

Os frutos frescos nas árvores

E a água que corria solta

Cantava ao som da regente natureza

No coral dos pássaros presos

No tenor dos assombrantes medos

No baixo da escaldante solidão

No contralto das sequentes quedas

No soprano dos vazios assovios

Cantava ao som dos aplausos da multidão

No palco das dores grades

No cenário de sol

No figurino de praxe

No monólogo das dores graves

Da gaiola contemplava e era livre

Via o céu

As flores no jardim

Os frutos frescos nas árvores

E a água que corria solta

Um dia tive calor e vi o céu

Tive fome e vi os frutos

Tive sede e vi a água

E de tanto me esforçar

Tornei-me um pássaro ferido

E do canto restou um gemido

Dos aplausos um silêncio aviso

De que na multidão não havia amigo

Estava preso, com medo, na solidão, depois das sequentes quedas e assovios vazios

O coral se desfez e no monólogo das dores

O palco se encheu de cores

E num cenário de luz

Me abriu a porta Jesus

Mudou meu figurino

Passei de pássaro ferido

A ser livre sem perigo

No coração de Deus.

Amado meu - Daniela Martins Lima

Daniela Martins Lima (danimartlima@yahoo.com.br)



cidade: Patrocínio

estado: MG

idade: Até 50 anos

sexo: feminino

categoria: POESIAS

titulo: Amado meu

Tudo o que eu queria era te amar



Você surgiu e não pude me conter



Parecia uma criança entre risos e lágrimas



O doce mais doce que o mel



Puro e cristalino



Sabia que um dia ia chegar prá me visitar



Mas não consegui que ficasse tão perto de mim



Não te conhecia direito



mas gostei da sua mansa companhia



Assim quando voltou tudo passou a ser mais alegre



E já não sabia o que era sonho ou realidade



Não entendia mas já te amava



Tinha saudades na lida do dia



Mas logo cantava o amor



que dentro de mim por ti gritava



Passou a ser o único e melhor de todos os amores



O mais fiel a quem mais dedicava



Não é que contigo não chorei nem sofri



Por ti de muitas coisas até desisti



Mas sabe por que?



Só por te amar



O teu amor é incomparável



Me fez a mais amada



A mais respeitada



E a mais protegida



Nunca ninguém fez tanto por mim



Chegou sem pedir nada



Não me apontou, não julgou, me esperou



E se entregou por mim



Como criança não viu em mim o que sou



Me amou, exaltou, glorificou



E por me amar se entregou



Pagou o preço, se sacrificou



Ele vive fazendo de tudo prá me agradar



E eu, eu só sei te amar



Eu vivo prá te amar



Tu és o meu caminho, a minha verdade e a minha vida



Te amo JESUS.

Eis-me aqui - Daniela Martins Lima

Daniela Martins Lima (danimartlima@yahoo.com.br)




cidade: Patrocínio

estado: MG

idade: Até 50 anos

sexo: feminino

categoria: POESIAS

titulo: Eis-me aqui

texto: Sei que estás aqui ó Altíssimo

Não saberia como explicar

A razão de tanto procurar

A não ser no teu olhar

Rasguei minhas vestes

Serrei meus lábios

E pude contemplar

A mais perfeita forma de amar

Lembrei-me de TI

E só pude me entregar

Porque não há outra razão prá sonhar

Senão o de Te amar

Eis-me aqui

Amado meu

Resplandescência da manhã

Luz do mundo

Pão da vida

Alimento meu

Sacia-me até encher-me

Sara-me, renova-me

Me leva em teus braços

Sonho meu

Gesto de amor

Me abraça e me sustenta

Em tuas forte mãos

Eis-me aqui JESUS.

Daniela Martins Lima. Educadora Física/Gerontologia. Patrocínio/MG

Amar - EleonoraE.H.M.Mascolo

EleonoraE.H.M.Mascolo (lelemascolo@ig.com.br)



cidade: Canoas

estado: RS

idade: De 61 a 70 anos

sexo: feminino

categoria: MENSAGENS

titulo: Amar

texto: Amar significa amar o que édifícil de ser amado,do contrário não será virtude alguma;perdoarsignifica perdoar o inperdoável,do contrário não será virtude alguma;fé significa

crer no inacreditável,do contrário não

será virtude.E esperar significa esperar quando já não ha esperança,do contrário não será virtude alguma.





Gilbert K.C

Meu dia começa assim.. - Gloria Maria Moyses Orlando

Gloria Maria Moyses Orlando (gmary_57@yahoo.com.br)



cidade: Rio de Janeiro

estado: RJ

idade: De 51 a 60 anos

sexo: feminino

categoria: POESIAS

titulo: Meu dia começa assim..

texto: Meus pensamentos são tristes, nesse momento em que a vida se tornou sem sentido.

Gostaria de não estar assim, mas, não consigo andar e sorrir mais.

O tempo passou tão rápido, meus filhos cresceram, a casa parece tão vazia.

Meus pensamentos até onde vão?As vezes me pergunto porque fiquei assim?

Olho em volta a solidão me trás uma pontinha de depressão.

Preciso me levantar, olhar o sol, olhar as pessoas...Simplesmente viver.

Me olhar no espelho, e, descobrir, porque ,estou assim..

Parei no tempo, no espaço, as, vezes, nem sei que dia é o de ontem , nem o de hoje.

A falta de vontade me corroe, e, nessas frases tristes, não me consolo.

Quero continuar ,tem vida aqui dentro de mim.

Não quero desistir, ainda sou nova, mesmo que não enxergue, com meus olhos..

Alguem me falou que eu estou ótima, eu não acreditei.

Meus olhos , não sabem fingir, tento até disfarçar, mas, não adianta.

Me visto lindamente ,mas, parece que não dá para me ver linda.

Os dias vão passando, e meus dias , começam assim .

O frio invade minha alma triste, tento não sentir nada, nem tristeza nem alegria.

A música se faz presente em minha existência, me alegro danço, mas, quando tudo acaba, volto a me olhar mais uma vez....

Meu dia começa hoje assim...Amanhã..

Amanhã um outro dia nascerá...

Talvez esse poema se torne apenas esse momento, vivido,e o brilho das estrelas no céu de noitinha, me façam , sonhar outra vez.

Labuta infantil - Suely Aparecida Schraner

suely aparecida schraner (cgestorveerios@gmail.com)



cidade: são paulo

estado: SP

idade: De 51 a 60 anos

sexo: feminino

texto: Labuta infantil

Por: Suely Aparecida Schraner



Menininha na olaria

Seis aninhos na soalheira

Em cima do caminhão

Ajeitando a tijoleira

Adobe quente na mão

A vida uma trabalheira



Ajuda o pai e a mãe

Passa o dia veja só

Trabalho de gente grande

Tão cansada que faz dó

De noite depois da lida

A mão uma bolha só



Labuta tanto e então

O pai lhe fala bobeira

Diz que é bom pr′uma menina

Ser também a cozinheira

′Quero isso não, paizinho′

Prefiro mais ser oleira



Dorme e sonha que um dia

Virá a fada madrinha

Salva ela desta faina

Lhe traz uma bonequinha

Ri alto, brinca e acorda

Levanta e vai pra cozinha



De volta pra olaria

Vai pensando e vai contente

Sonha ser menina grande

Ser tratada como gente

Ver o dia de findar

As agruras do batente



12 Junho dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

FUGA DA DENGUE E, DOS PERNILONGOS! - Sebastião Antônio Baracho

Sebastião Antônio Baracho (conanbaracho@uol.com.br)


cidade: Coronel Fabriciano-MG.

estado: MG

idade: De 71 a 80 anos


titulo: FUGA DA DENGUE E, DOS PERNILONGOS!

texto: De certo período para cá, temos sido incomodados, maleficamente, por vários insetos e mosquitos diversificados, nos causando infecções viróticas! Resultantes em febres, dores e lesões constantes e, além disso, nos prejudicando o sossego noturno com os seus zumbidos seqüentes (pernilongos).



Os Governantes têm tentado nos proteger com "fumacês" sobre as nossas propriedades e quintais que, diga-se de passagem, tem um odor horrível.



Para nos livrar das picadas dos pernilongos, cujos ruídos intermitentes, incomodam tanto quanto às suas picadas potentes, temos que nos isolar com cortinados transparentes que nos tolhem os movimentos, mas, somente diminui os ruídos Deles.



Não tendo muita escolaridade didática, sempre procurei atuar com base na minha capacidade empírica, me estribando na observação e, análise de tudo ao meu derredor, por isso, fiquei livre dos mosquitos transmissores da Dengue e, dos pernilongos, da seguinte forma:



Tenho, em minha residência, um quintal na frente, cheio de árvores frutíferas e orquídeas, ao lado esquerdo do quintal tenho um pequeno bar, que só abre nas primeiras horas da noite. Do lado direito tem uma igreja evangélica, onde às luzes, normalmente, ficam acesas durante grande parte da noite.

No quintal, tem algumas lagartixas que se alimentam dos insetos das plantas e, até de pedaços de queijos dados por mim.

Tem, também, muitos Pardais que ficam sobre as árvores e, beija-flores.



Nas minhas observações empíricas, reparei que, mesmo durante o período noturno, os Pardais ficam bicando nas telhas de amianto do bar, à procura de insetos e água das calhas, notando, igualmente, que, no Bar, tem muitos pernilongos e mosquitos da dengue, porém, em menor número do que no quintal, na minha casa residencial e, terraço.



Há us meses, passei a picar pedacinhos de pães velhos, os colocando em várias partes do meu quintal e, junto ao muro divisório com a igreja, com isso, os Pardais, atendo a assobios meus, proliferam no quintal sem nem se incomodarem com a minha presença. Dou a Eles dois pães pela manhã e, dois ao meio do dia.



Hoje, não tem um pernilongo e/ou, mosquito causador da dengue, em meu quintal e, na minha moradia, com Eles indo, apenas, ao barzinho aonde os Pardais e lagartixas não vão.



Aposentei o meu cortinado e, até os ventiladores que usava para mandar embora os mosquitos referidos.



A seguir, uma poesia de minha autoria, relativa ao texto acima:



DESEJO



EU QUERIA...



O campo verde,

A água abundante,

A mata imponente,

A mina na jusante.

Flor desabrochando

À beira do caminho,

A humanidade andando

Ao deleite do carinho!

EU QUERO...



A campina verdejante

Repleta de ninhos,

O bosque florindo,

E os passarinhos,

Flores flutuando

Na correnteza,

O homem estático

Com tanta beleza!



EU ESPERO...



A relva macia

Ao sabor do vento,

A floresta altiva

Sobre riacho lento.

Flores... Florindo!

No vergel passiva.

A humanidade sorrindo

Com bondade afetiva.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

COMUNIDADE PARADÍGMA! - Sebastião Antônio Baracho

Sebastião Antônio Baracho(conanbaracho@uol.com.br)



cidade: Coronel Fabriciano

estado: MG


titulo: COMUNIDADE PARADÍGMA!



texto: Se me fosse permitido criar uma Comunidade, com um número variável de Seres de ambos os sexos e idades diferenciadas um dos outros, com comportamento social aceitável como moderados e, com todos tendo o mesmo saber didático, estribado no Meu modesto entendimento empírico, todavia, com análise própria do meu entendimento, faria o seguinte:



> Escolheria uma área vasta, mesclada de planície, montanhas e, ribeiros com riachos intercalados, sendo afluente um dos outros.



> Construiria Moradias redondas para evitar as arestas e quinas, assim, todas as construções seriam arredondadas, inclusive, às dos animais domésticos.



> Todas as avenidas e ruas seriam de mãos únicas, com um só sentido direcional para a parte central e, vice-versa.



> Não haveria moradias de aluguel, portanto, cada residência só abrigaria uma família e, seus dependentes, na sua parte reservada para tal ocupação.



> Os Bares, Restaurantes e, análogos, só poderiam funcionar anexo à residência de moradia do proprietário, em uma subdivisão seccional da moradia.



> As Escolas e/ou, estabelecimentos didáticos. Igualmente teriam que funcionar na residência de moradia do diretor ou, na área da Prefeitura da comunidade.



> O Quartel da PM, Delegacia Policial civil, Cadeia e, Fórum, teria que se localizar na Residência do mais graduado governante (Oficial, Delegado, Juiz etc.) com, cada repartição, interligada em separado com a residência do chefe.



> Idem quanto a Bancos, Farmácias, Hospitais etc.



Nota: Na impossibilidade, às repartições públicas ficariam na área da Prefeitura da comunidade.

* O Responsável maior da Comunidade (Assemelhado a Prefeito) deveria ser eleito pela comunidade, todavia, sem eleição de Vereadores, pois, a atribuição Deles ficaria à cargo de todos os moradores, tendo o responsável à última palavra decisória.

Observação: O Responsável pela comunidade e, seus auxiliares administrativos, seriam pagos pela comunidade para efetuarem serviços necessários na região.



* Cada Proprietário seria responsável pela limpeza, calçamento etc. na frente da sua residência de moradia.



RESUMINDO: Nos moldes da explanação acima referenciada, o local de Habitação, Moradia e, Trabalho, seria um verdadeiro paraíso, pelos seguintes motivos:



- A Área é de fácil acesso com partes plana e montanhosas, riachos e ribeiros para cada um se regalar à vontade.



- As casas redondas evitam a queda imprevista do imóvel e, as colisões nas arestas.



- As artérias (Avenidas e ruas) de mão única evitariam muitos acidentes automobilísticos.



- Todos teriam uma moradia para si e, os seus dependentes.



- As moradias seriam acrescidas para o comércio etc. evitando, assim, despesas para a administração.



- Todos os moradores cuidariam do serviço de limpeza etc. desonerando a administração da coletividade.



- O Responsável só cuidaria da parte externa e, da administração interna, portanto, a Comunidade viveria no paraíso, circundada por tantas desonestidades e, absurdos que ocorrem, diuturnamente, ao seu derredor.



A Seguir, uma poesia de minha autoria (inédita);



DESEJO



EU QUERIA...



O campo verde,

A água abundante,

A mata imponente,

A mina na jusante.

Flor desabrochando

À beira do caminho,

A humanidade andando

Ao deleite do carinho!



EU QUERO...



A campina verdejante

Repleta de ninhos,

O bosque florindo,

E os passarinhos,

Flores flutuando

Na correnteza,

O homem estático

Com tanta beleza!



EU ESPERO...



A relva macia

Ao sabor do vento,

A floresta altiva

Sobre riacho lento.

Flores... Florindo!

No vergel passiva.

A humanidade sorrindo

Com bondade afetiva.

domingo, 27 de junho de 2010

LEMBRANÇAS DO MEU PAI - Julieta Campos

Julieta Campos (mjuju.l-h@hotmail.com)



cidade: Natal
estado: RN
idade: Selecione sua Faixa Etária
sexo: feminino



LEMBRANÇAS DO MEU PAI



Na memória, lances repletos de intensa vida. Por tudo que recordo no momento: caminho com os olhos fixos no infinito das lembranças. A visão me chega pelos olhares mais freqüentes com os quais convivi. È impossível não nos lembrarmos dos olhares paternos. Olhar de aprovação, de reprovação, olhar de ternura, olhar de admiração. Emoções tornadas visíveis. "Os olhos são o espelho da alma" expressa o dito popular. Sim, muito mais do que as palavras, os olhos nos falam.

Dentre tantas lembranças, gosto do mundo da alegria, das festas familiares, da fantasia, pelos abraços apertados e me lembro de cada um no meu coração. Dançar (aprendi com você), cantar, brincar e o barulho das conversas. Muito próxima a meu pai, ficava sempre pronta para atender aos seus pedidos. Seu lema: Viver sem ambição e sem maldade, seguir em frente, de cabeça erguida, sem meta, sem medo, vivendo sempre o Presente, me dizendo: porque você é e será capaz.

Não importavam os obstáculos, os dias nublados, porque lá estava você pensativo,direcionando os seus objetivos, planos e sonhos, sempre para um lugar de vitórias.

Energia era sua palavra mágica, sabedoria e humildade também. E que nunca deixou de pensar na coisa mais importante da sua vida, NÓS, SUA FAMÍLIA!

Lembro-me de você cheio de vigor, alegre, elegante, convencido, cabelos impecáveis e perfumado. Da sua confiança a minha confiança. Lembro-me também de seus olhos verdes tristes, acabrunhados, pelos problemas dos quais eu não tinha conhecimento. Da sua tristeza fez-se a minha também.

Pai, "pai herói", na infância parecia-me perfeito. Com seu carinho sentia-me amada. Com seu olhar orgulhoso, sentia-me única. Sob seus olhos criei minha auto-estima. Contudo, na adolescência pareceu-me enfraquecido e não o reconheci como meu herói. Dei-me conta dos seus erros. Me revoltei, mas perdoei! No transcorrer do tempo, as perdas de emprego, da juventude, de quase tudo... De perda em perda o vi transformando-se. A dignidade, humanidade, humor e amor intactos, mas cabelos brancos, o corpo curvado, doentio e o olhar embaçado. O meu orgulho pelo pai herói transformou-se em orgulho pelo homem e em imensa gratidão e ternura. Foste levado para um lugar lindo, como tu, deixando saudade do meu amigo, conselheiro e admirável pai, que em horas de lembranças me faz chorar.

Como marca trago para a vida um olhar atento para este mundo tão transformado, cada vez mais violento e desumano, mundo do qual meu pai não fazia parte. Por vezes, busco no meu íntimo sua referência e extraio dela uma nova visão. Uma visão que me permite ter sempre esperança. Esperança de olhares ternos, solidários e mais justos. Amar a vida, ajudar e respeitar as pessoas sem discriminação, tendo sempre um sorriso nos lábios e uma palavra de otimismo. Ensinou-me que na tristeza sempre haverá uma esperança... Desistir de lutar pelo que deseja ou por um sonho, jamais!

Hoje, me permito relembrar momentos felizes. Misturo o real ao imaginário. Mas, os principais registros dos nossos olhares, do amor pai e filha, dos lindos momentos são aqueles que ficarão para sempre em minha vida!

Pai te amarei infinitamente!

Te agradeço pelo que me ensinaste e pelo que sou! Obrigada pela Vida!



Da tua princesa (era assim que me chamavas), tua sempre filha,

OS ESCRAVOS DAS LEIS! - Sebastião Antônio Baracho

Sebastião Antônio Baracho (conanbaracho@uol.com.br)



cidade: Coronel Fabriciano-MG.
estado: MG
idade: De 71 a 80 anos
sexo: masculino


OS ESCRAVOS DAS LEIS!

As Leis são umas relações continuada entre Causas e Efeitos! Por isso, têm que ter em, suas origens, algo que conste o motivo Delas e, às suas conseqüências resultantes sobre os que estiverem a Elas sujeitos e submetidos diuturnamente.



A maioria das nossas Leis tem nos escravizados com os seus ditames inconseqüentes e, muita das vezes, discriminatórios, nos tornando Servos, ao em vez, de Iguais aos demais, por Elas beneficiados em nosso desfavor.



As Leis deveriam ser elaboradas com a justeza da sua execução, todavia, em igualdade de Justiças para Todos, sem benesse alguma.



Se as Leis tiveram, em seu Conteúdo, ressalvas apadrinhadoras a quem que seja! Elas já fenecem no seu nascedouro, pois, não é admissível Justiças sem os valores morais à ela agregados.

Baseando-se nas Leis proibitivas de quaisquer atos irregulares, Nelas previstos como crimes e/ou, contravenções, não há por que absolver ou ignorar, os seus infratores conscientes no ato irregular praticado.



Os seres que vivem na sociedade, sob Leis comuns, não podem ter nenhuma regalia uns sobre os outros, quando desobedecem às Leis vigentes e, proibitivas dos maus atos praticados, pois, assim procedendo, as Leis deixam de serem comuns para servirem aos infratores Delas!



A Humanidade só será valorizada se, todos os seus membros, tiverem a consciência plena de cumprirem, integralmente, às suas Leis! As proibições, Nelas inseridas, tem que serem respeitadas na íntegra por Todos, o que igualariam os Homens como um Todo respeitador e, cumpridor dos seus deveres!



Lamentavelmente, há Leis e, mais Leis aprovadas, todavia, a maioria não cumprida, por falhas, nelas inseridas pelos seus planejadores e sancionadores, falhas essas, na maioria das vezes, a favor dos potentados e dirigentes, atuando em causa própria, porém, surtindo efeito devassador em desfavor de outrem, menos gabaritado e, sem nenhuma força intelectual e/ou, financeira!



Vou citar alguns eventos em que as nossas Leis tem nos escravizados, nos tornando servos em relação aos nossos irmãos de vivência na face da terra, a saber:



> Leis que nos proíbe fumar em local fechado, porém, considerando casas comerciais, com portas e janelas, como local fechado! E, pior! Permitindo a venda e propaganda de pacotes e maços de cigarros, onde constam o mal causado pelo fumo, porém, liberado para a venda!



> Leis de "Fichas limpas" para candidatos a cargos diversos, inclusive Presidentes, senadores etc. é uma redundância, pois, se é os eleitores que os elegem, cabe a Eles procurarem se informar sobre a moral e, conduta ilibada, de cada um dos que escolherem!



> Leis que permitem o deslocamento urbano em pé nos coletivos, todavia, pagando à mesma importância paga pelos de ocupam as poltronas!



> Leis de precedência para os Idosos, ante os guichês, pois, sendo mais velho e, normalmente, aposentado, pode escolher o momento de pouco afluxo de pessoas para efetuarem os seus afazeres!



Vou parar por aqui mesmo com receio de estar ferindo melindres.



Resumindo: Para uma Lei não nos escravizar e, não ter discriminações nenhuma, seria conveniente que Ela fosse, antes de ser aprovada, analisada, em seus prós e contras, com a participação popular (a mesma que coloca no apogeu um seu representante para aprovar para uso comum para todos nós!).



A seguir, um poema de minha autoria (inédito):



SOMOS...NADA!



É patente o nosso avesso

No desdobrar do nada

Nas prateleiras da vida

De nosso âmago corrupto.

É visível às nossas falhas

Na solução dos problemas

Do mister da existência

Do nosso saber tacanho.



É ilusória a nossa pressa

Acumulando riquezas

Em piso de barro terreno

Da nossa ânsia desmedida.

É bisonho nosso esforço

Na procura do perfeito

Na miscelânea humana

Que cerceia o direito!


É vã a nossa luta

Lapidando o giz

De nossas falhas,

Procurando o cerne...


A nossa honra é como giz

Ao qual queiramos afiar,

A cada corte lhe feito...

Espalhamos o pó pelo ar!

Instrução e treinamentos para o Tenis de Campo - Pedro Luiz Hernandes

Pedro Luiz Hernandes (plhernan@terra.com.br)


cidade: São Bernardo do Campo
estado: SP
idade: De 51 a 60 anos
sexo: masculino



Instrução e treinamentos para o Tenis de Campo.

Olá,tenho 60 anos e pratico tenis de campo 40 anos,faço o instrutor e treinamentos de jovens e adultos com este esporte maravilhoso não só para o bem físico bem como para uma saúde mental perfeita.

Assim sendo,me coloco a disposição daqueles que praticam o tenis na terceira idade ou desejam aprender e ser muito feliz praticando este salutar esporte.



Grato.

Mobilização - Julio da Costa Curila Filho

Julio da Costa Curila Filho (julio@agroceres.com.br)



cidade: Rio Calro
estado: SP
idade: Até 50 anos
sexo: masculino



Mobilização

Porque os grupos da Terceira Idade não se mobilizam para conseguir

á aprovação de aumento real aos aponsentados, vocês trabalharam uma vida inteira e muitos não tem condições de sobreviver, vivem na miseria e contando com ajuda de outros.

Porque vocês não promovem excursões para brasilia para reivindicar este aumento de salario junto ao congresso e camara dos deputados, até quando vocês vão aceitar está miseria e verem piliticos se aposentarem com salarios integral, sem se quer terem trabalhados 30 ou 35 anos de serviço.

Passarei por este mundo - Ana Lia de Carvalho

Ana Lia de Carvalho (sereiasaochico@hotmail.com)



cidade: Natal
estado: RN
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino



Passarei por este mundo

uma só vez

Assim,todas as boas ações que possa

praticar, e todas as gentilezas que

possa dispensar a qualquer ser humano

não devem ser adiadas,devo aproveitar

este momento.

Pois nunca voltarei a passar por este

mundo.

VIVENDO E AMANDO NA MATURIDADE COM ALTRUÍSMO, MAS NEM TANTO! -SEBASTIÃO VIEIRA TEIXEIRA

SEBASTIÃO VIEIRA TEIXEIRA (sv-teixeira@hotmail.com)



cidade: Rio de Janeiro
estado: RJ
idade: Selecione sua Faixa Etária
sexo: masculino



VIVENDO E AMANDO NA MATURIDADE COM ALTRUÍSMO, MAS NEM TANTO!

Chega um tempo da existência do homem ou mulher,ao envelhecer,e visualizar os filhos adultos e netos vivendo a vida, em que sente que é preciso carregar o sofrimento e necessidades de todos. Julga então, que é uma benção abrir mão de tudo o que tem no mundo aos entes queridos. Este procedimento é muito comum, e tem início a partir do momento em que se começa a viver a vida dos filhos e netos escolhendo suas profissões e carreiras, participando da angústia dos vestibulares, concursos e dificuldades de toda ordem, não raro pessoais, sentimentais e financeiras. Isto é extremamente prejudicial para todas as partes, pois, não é mais o filho ou neto que vive, mas o idoso que vive nele.

Observe-se que a realidade da vida não apresenta como usual a chegada do casal à velhice.Normalmente um dos dois precede o outro na morte e o que fica,vê-se na contigência de residir com com filhos, netos, noras e genros...Esta é uma triste situação.Achando-se um estranho no ninho, mesmo no seio da família, avó ou avô sentem a necessidade de continuar a serem respeitados e amados como antes, quando os filhos eram pequenos e reinavam tranquilos no lar de então.No afã de colaborar, participar da vida e problemas familiares, sentir-se necessário, o idoso procura ajudar em tudo o ue pode e não pode, desde o cuidar dos netos pequenos, levar à escola e paparicar, até ceder às pressões por ajuda financeira.Esta é uma relação de mão única, nunca no sentido do idoso. Assim acontecem os frequentes empréstimos consignados para comprar o carro da neta ir à faculdade, reformar a casa do filho ou pagar às dívidas do condomínio, até á preocuração para um parente receber os proventos no Banco,

Tal altruísmo leva milhões de idosos a um completo endividamento, com os salário da aposentadoria comprometidos para sempre!

(Extraído do livro VIVENDO E AMANDO NA MATURIDADE,de autoria do Prof SV Teixeira0

O TIMONEIRO... MENTAL! - Sebastião Antônio Baracho

Sebastião Antônio Baracho (conanbaracho@uol.com.br)



cidade: Coronel Fabriciano
estado: MG
idade: De 71 a 80 anos
sexo: masculino


O TIMONEIRO... MENTAL!

A constituição, englobada do nosso organismo humano, se divide e, subdivide, em vários órgãos, cada um Deles com funções e, atribuições específicas à sua atividade diuturna, praticamente alheia à nossa vontade e desejo, pois, se pudéssemos dirigi-los a nosso bel-prazer, nenhum mal nos atingiria, a menos que fossemos um suicida em potencial.



Cada órgão tem a sua plenitude delimitada pela ação inexorável do tempo e, pelas resultantes do nosso procedimento errôneo em relação a Eles, no tocante à sua proteção e, eficácia natural do seu funcionamento, homiziado em Nós.



De todas as Doenças que nos assediam a caminho do final da nossa vida terrena, a maioria Delas é ocasionada por nós mesmos, com massacres constantes contra os nossos órgãos, inseridos no nosso organismo, ou seja:

Não conhecendo a função de cada um deles, vamos os dilapidando, com a ruína das suas atribuições específicas, apenas, em nome do nosso interesse de momento.



Sendo um empírico consciente, me baseio, tão somente, na observação analítica de Tudo o que vem ao meu conhecimento!

Embora seja desprovido da didática de nível superior, me recuso a aceitar e, portanto, a acatar as deduções e, definições de outrem, sem, antes, a dissecar totalmente com alusão às suas funções.



Em razão disso, vou, a partir de agora. Analisar o meu Organismo, dando prioridade ao meu CÉREBRO, que é o principal órgão do meu sistema nervoso e, que se localiza em uma porção anterior ao encéfalo!

Sem ser um pensador filósofo, passo a refletir mostrando a sua prioridade sobre os demais órgãos, a saber:



> O Cérebro é uma máquina maravilhosa que recebe os nossos PENSAMENTOS, Dele extraindo a prudência e, o sentido direcional para, em seguida, refletir às resultantes em direção dos demais órgãos!



> Se o PENSAMENTO for idôneo e honesto, o Cérebro o distribui para o Bem, porém, se for ignóbil, Ele, também, o distribui aos demais órgãos! Com isso e, por isso, o Ser Humano só será honrado e justo, se, se alimentar somente de Bons Pensamentos, que é a mola-mestre para a sua vitória à caminho do Bem e da felicidade plena, para si e, para os demais companheiros de jornada pela vida.



O Pensamento, refletido profundamente, eliminando a fantasia desmedida, nos dá o tino da prudência para vencermos as vicissitudes da existência, além de nos nutrir o organismo de forças benéficas e, salutares! O nosso Cérebro é o nosso distribuidor emérito das resultantes para a nossa felicidade e, a dos outros!



Sem entrar em maiores detalhe, para não ser maçante, vai citar algumas curas que consegui, apenas, usando o Pensamento em direção do meu Cérebro:


Fotofobia / Hipertensão arterial / Câncer benigno na Próstata / Cura do meu olho direito / Glicose elevadíssima / Obesidade excessiva / Mal de Hansaimer (memória) / Asia estomacal e, outras doenças.


Resumindo: Se, Tudo o que existe tem que ter algo e/ou, alguém a COMANDAR! Os nossos Órgãos só podem ter o Cérebro como Timoneiro, todavia, Alimentado pelo nosso Pensamento!

O imediatismo de nossas ações - Daniela Martins Lima

Daniela Martins Lima (danimartlima@yahoo.com.br)



cidade: Patrocínio
estado: MG
idade: Até 50 anos
sexo: feminino


O imediatismo de nossas ações




Se por um instante retornarmos à era primitiva, poderíamos por exemplo, imaginar todo o processo artesanal do homem ao lapidar as arestas de uma madeira e dela fazer surgir a roda. Esta, em seu sentido original para nós atualmente, pode parecer sem muito significado diante de tantas criações no mundo moderno, tanto dinamismo, rapidez, eficiência, formas e movimentos incontáveis.



A roda foi e ainda é útil no movimento da vida. No entanto, alguns indivíduos tem se tornado verdadeiros sedentários da paciência diante da mecânica das transformações cotidianas.



Roda e paciência poderiam ser sinônimos. Ambos jamais realizam o seu ciclo pulando etapas. Os movimentos são constantes, contínuos e qualquer secção rompe sua trajetória. Mas não é o que acontece com o ser humano. Sair do vício do imediatismo parece ser um esforço sobrenatural. Vemos isso no imediatismo desejado diante do telefone que leva apenas alguns segundos para completar a ligação, diante da famosa tecla Enter, que deveria solucionar todos os nossos problemas e de preferência num passe de mágicas. Ainda diante de um elevador, é possível vermos o indivíduo acionando infinitas vezes o botão para a porta se abrir, filas de ônibus e bancos, para alguns jamais deveriam existir, de preferência sem idosos, gestantes e deficientes.



A mecânica das nossas ações também pode ser regulada com exercícios rotineiros que nos privem desse imediatismo, ansiedade. Uma boa alternativa à nossa rotina dinâmica seria tentar resgatar o conhecimento de nossos limites. Respirar profundamente mais vezes oxigenando o nosso cérebro, buscar descanso em locais mais silenciosos, ter mais contato com a natureza, de vez em quando trocar o elevador pela escada, andar a´pé ou bicicleta, buscar a Deus, aumentar nossas conversas e diálogos pessoais, observar o outro são atitudes muito comumente esquecidas e que exigem certa paciência, como na construção artesanal da roda.



Afinal de contas, reflitamos que o homem como ser superior às suas invenções e facilidades modernas não deve se equiparar à elas, visto que apresentam falhas e são inanimadas, dependendo de recursos energéticos, entre outros, para sua existência. Já o homem é um ser único, consciente, o autor da roda, logo,completamente capaz de exercitar a paciência e encontrar um equilíbrio, o domínio de si mesmo, questão de bom senso.E você, como está conduzindo a roda da sua vida?


Daniela Martins Lima. Educadora Física com formação em Gerontologia. Patrocínio/MG.

Lágrimas de mãe. - Lourdes Alves Batista

Lourdes Alves Batista (lb.evangelista@bol.com.br)


cidade: Foz do Iguaçu
estado: PR
idade: De 51 a 60 anos
sexo: feminino


Lágrimas de mãe.


Deus o levou tão pequeno.

deixando, grandes saudades,

juro meu filho,te encontro,

no reino da eternidade.



Sei que não eras do mundo,

pois, eras anjo de deus,

meu sofrimento é profundo,

não o ter nos braços meus.



Que sentimento profundo,

que sofrimento cruel,

saber-te de mim tão longe,

que amarga taça de fel.



O fim do teu sofrimento,

é a sequência do meu,

porem é assim o mundo,

é a vontade de Deus.

Vamos à luta - Lourdes Alves Batista

Lourdes Alves Batista (lb.evangelista@bol.com.br)


IP: 200.96.22.168

Data: Domingo, 23 de maio de 2010 às 14:05:23

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cidade: Foz do Iguaçu
estado: PR
idade: De 51 a 60 anos
sexo: feminino

categoria: OUTRAS

Vamos à luta
Estou escrevendo a todos Deputados Federais,e Senadores, para que em nome dos Aposentados do Brasil, quebrem ,o Veto preisdencial, contra o decreto, que dá fim ao fator previdênciario, e aumento na aposentadoria.

Façam o mesmo, mande seus familiares e amigos se manifestarem,eles precisam saber da nossa força.

Tudo tem que ser antes das eleições. porque depois, nós conhecemos. como tudo se acaba,em pizza,apenas para eles.

O Lula tem dinheiro, para perdoar dívidas internacioanis, para oferecer aposentadoria antecipada ,aos jogadores, ainda jovens, que ganham milhões por mes, não dá mais para aceitar, a desculpa de não poder pagar como deve aos aposentados.

A hora é agora, mostremos,uma corrente de força, e poder,e, o parlamentar que, não empunhar nossa bandeira, deve ser listado, e que nenhum aposentado, familia. ou amigo volte, a votar neles.Tenho certeza que seremos vencedores. A Constituição Federal, dá ao Congresso Nacional,esse poder,não tem desculpas, para não fazê-lo.

O Lula já desisti, me arrependo dos anos, em que, em sindicatos de todo o Brasil,fizemos um trabalho de base, semeamos, aa ideia, de que seria um presidente do povo. Esqueceu suas raízes, e Deus que lhe perdoe por isso, pois tera, esse peso,na consciência,a ingratidão dada, a quem fez dele. o que é hoje. Que Deus se apiede de sua alma, por tantos aposentados desvalidos, mesmo tendo contribuido, legalmente para ter uma velhice,mais tranquila.

Dança a Alma - Maria L. Cavalcante

Maria de Lourdes Cavalcante (marialc111@hotmail.com)



cidade: Salvador
estado: BA
idade: De 71 a 80 anos
sexo: feminino


Dança a Alma


O cérebro manda que o braço se eleve

Ele obedece

Os pés mudam passos porque Ele ordena

Você quer abraçar

Ele dá a ordem.

Toda ação tem um comando.



O Comandante não se vê

Não se pega nem se sente

Mas Ele existe e é tudo

É espada, é escudo

Que impulsiona, defende.

É Alma, esse Ser pensante



O corpo deve ser conservado

Para tanto faz bem se movimentar.

Não é só caminhar, correr,

Mas gritar, cantar, dançar.

Quando se vai caminhando

Os problemas vão amainando



Por isso busque fazer

Algo que possa ser hilário.

Vá bailar, sorrir, brincar

Pular, nadar, amar.

Que o corpo vai ser grato

E a Alma se regozijar

Atividade Física - Maria de Lourdes Cavalcante

Maria de Lourdes Cavalcante (marialc111@hotmail.com)



cidade: Salvador
estado: BA
idade: De 71 a 80 anos
sexo: feminino



Atividade Física

Proposta de trabalho Corporal

Idade Maior (Terceira Idade)



Destina-se a pessoas em Condomínios onde se isolam. Quando muito, fazem caminhadas por recomendação médica, sem nenhum prazer, motivação.

Reunir-se em seu próprio espaço de moradia, sem precisar se expor a abordagens desagradáveis, pondo em risco sua integridade física a que está sujeito ao sair em manhãzinha ou em fim de tarde - uma opção.

Objetiva a condução de interessados na proposta, a beneficiarem-se com movimentos corporais, observância de respiração, consciência de seu corpo como um todo que necessita estímulos, monitorados por profissionais embasados em conhecimentos acadêmicos.

A MIOPIA DA SOBRA! - Sebastião Antônio Baracho

Sebastião Antônio Baracho (conanbaracho@uol.com.br)



cidade: Coronel Fabriciano
estado: MG
idade: De 71 a 80 anos
sexo: masculino

A MIOPIA DA SOBRA!

O maior inimigo do Homem é o seu próprio semelhante que, muito embora seja (ou, análogo), abarca, só para Ele, todas as vantagens diversas que poderia dividir com os outros!



A divisão de algo de valia, monetária e/ou, não, nunca é feita em partes iguais, com o encarregado da partição sempre ficando com o maior quinhão! Às benesses, sempre, são consideradas como propriedade exclusiva do portador Delas, em desfavor do próximo.



O desgosto, mesclado de tristeza e mágoa, têm suplantado os momentos felizes da aspiração e, meta de quem, almejando vencer as dificuldades de momento para usufruto futuro, se vê desiludido pelos entreveros, lhes jogados em cima pelo seu companheiro de jornada, infame e... Ambicioso!



As dificuldades diversas, pelas quais, todos nós passamos, só variando de intensidade e seqüência, poderiam ser minimizadas e, mesmo, extinguidas! Se, cooperássemos uns com os outros de forma corriqueira, mas, desinteressada de benesses pelo auxílio prestado ao outro!



Todo o nosso desiderato é, sempre, ofuscado pela desilusão ocasionada pela maioria dos nossos semelhantes, em querer nos deslumbrarem, ofuscando, como Deles, às nossas intenções de vitória!



A continuar, como vem transcorrendo com a Humanidade, acabaremos, todos nós (Ricos e pobres, Patrões e empregados, Feios e lindos etc.) continuando como dependentes um dos outros, todavia, sem termos nada para dividir, pois, a nossa vida terrestre é de curta duração e, tudo que adquirirmos usurpando, ficará para usufruto de outros, inclusive, da vítima de tal apropriação indevida.



A relação de tais injustiças, vou apresentar, tão somente, algumas situações análogas, a saber:



> Dirigentes esportivos, Juízes etc., comprados a peso de ouro, para resultados de disputas, com isso e, por isso, afastam os pagantes, diminuição dos rivais a serem enfrentados etc.



> Clérigos, Pastores e, semelhantes, pregando a doutrina religiosa, porém, praticando pecados e crimes hediondos, resultando na diminuição dos fiéis e, assim, das rendas e dízimos.



> Policiais e semelhantes, cometendo crimes devassos, sem serem contidos e, punidos pelos seus superiores, resultando: Descrédito e, somatória de crimes por todos os lados.



> Leis inconseqüentes e tacanhas, sem atuação sobre todos que lhe desobedecerem, resultando em desonra pela parcialidade e, não cumprimento real Delas.



> Mendigos e Pedintes, com a fome os aniquilando a cada dia, transitando por longas distâncias com a barriga vazia, porém, nas casas pelas quais passam, muitas das vezes, a comida que sobra é jogada nas lixeiras, resultando em aumento dos famintos e, desperdício da sobra! Todos nós deveríamos saciar a fome dos pedintes sem nem ao menos procurar saber se estão, ou não, famintos, ou seja: Dar sem olhar a quem!



Vou parar por aqui, com receio de estar ferindo melindres, informando que, só ainda estamos vivendo regularmente, em razão da regra da exceção presente na coletividade, porém, a cada dia, Ela está se mesclando com os desinteressados em dividirem o que lhe sobra com os seus semelhantes.



A seguir, uma poesia de minha autoria:



A JORNADA



Perdido na noite impura

Sem itinerário definido,

Vagueia a rota criatura

Paria da vida... Desiludo!

Têm calçadas por passarela,

Latões de lixo como baliza.

Portais/camarotes, seqüela!

Pôr aplausos, apenas à brisa!



A cada esquina vencida

Arqueiam os seus ombros,

Os pés vacilam na subida

Ao fugir dos escombros.

Para ante o néon.... Absorto!

Igual uma mariposa vencida.

Nas casas, o máximo conforto,

Nele... Um arremedo de vida!



Encosta-se na parede quente,

Nádegas no piso úmido/gelado:

Sauna funesta e inclemente

A dizimar o âmago do coitado.

Somos de deus o retrato

Com reflexo... Positivo!

O homem, em voragem,

Faz do mísero... Negativo!



Sofre a carne do abandonado

Dilacerada na escada da vida,

Chegando ao patamar arrasado

Pêlos percalços da vã subida!



Porém, esgotada a natureza,

Da vil matéria lhe doada,

O espírito reluz com realeza

Liberto da casca da jornada.



O afortunado da matéria

Terá dívida... Acumulada,

Por dizimar a miséria

Sobre irmão de jornada!

OBRA.. POÉTICA! - Sebastião Antônio Baracho

Sebastião Antônio Baracho (conanbaracho@uol.com.br)



cidade: Coronel Fabriciano
estado: MG
idade: De 71 a 80 anos
sexo: masculino



OBRA.. POÉTICA!

 A Obra, ora retirada do meu livro de Poesia, foge às regras da percepção seqüencial das Rimas, abrangendo ao núcleo literário do sentido da sua formação inspirada. Retrata, em forma de ação artística, Um Texto diversificado, sem a obrigatoriedade da consonância de seus versos.



Estando a Poesia em toda a parte do universo evolutivo, em constante movimentação, APRESENTO, a seguir, um Texto (Obra) Dela extraído:

01 - AMOR:

A FADA! O espelho das águas reflete o teu olhar, os musgos das margens, acalenta o teu pisar. O sereno da madrugada ameniza o teu desfilar, abrindo as cortinas, para te deixar entrar!

O cenário do riachinho recebe da manhã à luz! Enquanto tu, de mansinho: Ao riacho doma e seduz! Os seixos no fundo d'água Colidem com insistência, querendo fazer pirâmides pra verem a tua inocência.

As gavinhas dos cipós desenrolam-se pelo chão, querendo ornar o teu pé com adornos de afeição. a água flui mansamente, tilintando na margem, retardando o prosseguir, domada por tua imagem! Saltitando na ramagem, pássaros fazem gorjeios, disputando bons lugares, sem terem de ti receios. nas arestas do alcantil, o sol aparece radiante, trazendo maiores luzes, àquela cena inebriante!

O restinho da madrugada sai do cenário pesaroso, recua pra noite findante, deixando-te... Lamentosa! Curvada sobre as águas, fazes vênia à natureza e, essa... Embevecida! Vai refletir a tua BELEZA!



O BEIJO! Como é ameno o desejo, no trespasso do enleio, da doçura de um beijo na curvatura do seio. O beijo não tem cor, nem sabor definido, varia conforme o amor ditado pelo sentido. A duração dum beijo, não tem marcação, depende do ensejo e, amor no coração. Beijar e abraçar são atos de amor, beijar é néctar, abraço é... Calor!

Um beijo com castidade na fronte de um filho é pureza / serenidade, amor / paz e estribilho! O ósculo paterno é doce redenção, seu par é materno, seu Éden: o coração!

Um beijo conjugal é um lacre de amor, eliminando todo o mal, num coração sofredor.



A M O R! Sinto o perfume da flor, no sorriso do inocente, espelhando pureza e amor, no fundo da alma da gente. Um afago de criança, em alegria sem freio, é o mel da bonança, no côncavo do seio. Gorjeio de beija-flor na fofura da grama, complacência do amor na alma de quem ama. Peregrino é o amor no âmago do vivente, quando puro é ardor, sendo falso, é ausente!

Uma estrela a brilhar piscando na imensidão, é como o lacrimejar da saudade no coração. O verdadeiro amor só é visto no infante que, não cobra favor, do adulto farsante. Amar é multiplicar parcelas de afeição, diminuindo o penar na soma da ilusão!


02) - LAMÚRIA:


O LEGADO! Perdão... Queridos filhos! Por colocá-los, num mundo, fecundado de empecilhos e, de egoísmo profundo! Perdão... Filhos queridos! Pela herança distribuída de valores esquecidos pelos caminhos da vida. Escusas, peço... Meus filhos! Por querê-los com paixão e, só dá-los sabugos de milho, nos banquetes da ilusão.

A natureza é aprazível pureza. O bem, a nata da felicidade... Vem o homem, com sua rudeza: Transformando tudo em crueldade.

Meus filhos adorados! O erro dos ancestrais deu-lhes como legados um montão de cristais! Diamante, prata e o ouro, foram por eles destruídos, toda a beleza e tesouro esfacelaram-se... Diluindo!

OBAJULADOR!Honra!Quem és tu... miserável!Vegetas somente no impalpável, premias apenas ao interesseiro. Aos honrados sonegas valores, fazendo dotes aos aduladores: Sempre, sempre... Alvissareiros!

A honra virou mera dobradiça nos portais da raça mestiça, sustentáculo de hipocrisia!Faz vênia ao favorecimento, desconhece o merecimento e, da injúria... Faz freguesia!

MAS... O Azimute da decadência senil, no horizonte do físico viril faz a verdade coar... Fluente! Na balança fiel do julgamento, ao bajulador caberá o tormento de ser capacho... Eternamente!


NÃO MATARÁS... CRIANÇAS! Não macule o teu ventre, santuário de doce harmonia! Deixe que em teu âmago entre a pura alma... Da cor do dia! Não lacres à vida a porta de um ente que não conheces o futuro só a Deus importa, Tu, só ganhas o que padeces! Não sepultes na latrina o fruto da tua concepção, seja antes uma maestrina em regência de devoção!

Não abortes a vida futura sob tua tutela ingente, deixe viver a criatura... Pedaço de ti inerente! O mundo está poluído com tanta maldade insana: A cada feto destruído a escolha é menos soberana! Não és tu quem vai gerir a vida em teu ventre a nascer, a ti, cabe apenas... Parir! A Deus: fazê-los... Crescer!

Se não podias dispor da vida quando no seio da tua genitora,

Por que, agora... Irrefletida! Quer da morte ser tutora! A maldade no mundo atual não vem de crianças vadias e, sim, do adulto irracional: Mestre de vícios e orgias!

O número de filhos num lar onera a subsistência falida, mas, fazer do útero um lagar, é a morte de tua alma e vida!


LAGRIMAS! Mamãe, não chore por mim! Não lamente nem fique triste, a morte da vida não é o fim, pra mim, ela, eterna... Existe! Sou mais feliz do que vocês em minha atual existência, por aí, só vivi por uma vez, aqui... Existo em consistência!

A cada lágrima derramada, dos seus olhos maternais, minha alma... Enciumada! Fica penando pelos portais. Portais agora nos separando da matéria que você conduz, quando dela for se livrando, viveremos juntos... Na luz!

Para mim, foi feito o possível, o impossível só Deus poderia, perdi você, minha mãe incrível! Mas... Ganhei por mãe: Maria!

03) - RELIGIOSO:



SALMO DO... ESSE! Sensação sensata senil, sanando sem sancionar, sentinelas simuladas seviciando salários. Sardenha sanha sarcástica, salgando saliente saliva. Salteadores sacando sócios: Solapando sinceridade!

Sistemas só sensíveis se salvaguardar saldos. Sapiência sedentária se, só saindo saturada. Sabujo sentido servil, seguimento sem sensatez. Satã servindo sacrílego, satélite sem servidão! Sósia semblante selvagem, soberba silhueta similar, sorvendo suplicante seiva... Segregando sem seleção!

Sabatina sem sabedoria sabotando sacro saber, secreção seminarista sem salmo salvítico. Sequiosa sentença sensual, sem séqüito sindicante, seduz severa sedição: Servindo sazonada sociedade!

Salutar sedativo secular, sabido sabor salvador, só se sente serenamente seguindo, sempre... Salmos!



A CRUZ! Oh! Lenho de cerne rijo, madeiro da mais pura! Ainda ontem... Pequenino, medravas entre os torrões! Crescestes mui a prumo, enfrentando as intempéries, só vergando-te aos vendavais por não possuíres gavinhas. Sugavas o alimento da terra, com voraz sofreguidão, fronte altiva olhando o sol, fortes raízes no chão. O teu porte inebriava os viandantes sedentos, acolhendo-os à tua sombra sem cobrar emolumentos.

Sobrevivestes às queimadas com pouquíssimas lesões, vencestes muitas geadas de inúmeras estações. Mas... Não vencestes o machado, manejado com maestria!Caístes a frio compridos.

Numa tarde nebulosa e fria! Serraram tuas extremidades transformando-te em tora, longarinas das necessidades, lucro do homem que te explora. Oh madeiro de mui qualidade!

Agora, transformado em cruz. para vergonha da humanidade: Foste o holocausto de... Jesus!



ACORDA ISRAEL! Lamentai Israel! Chore o teu sangue Gota a gota... Pingente! Em árida face. Murchai a tua vida, secai as entranhas, lento... Lentamente! Em teu âmago bélico! Lamentai Israel! Vendai os teus olhos, míopes: vazados... Em órbitas lacradas!

Murchai o teu orgulho emudecendo-te a voz, gaga e rouca... No silêncio da tumba! Lamentai Israel! O abandono de Deus passo a passo... Caindo no vácuo! Chorai... Órfã! Às migalhas, farelo a farelo... Do festim do Céu. Lamentai Israel! A chacina vil, petardos, metralhas... Sobre meninos!

Chorai desgraçados o parir das bombas, impactos, hecatombes... Contra os idosos! Lamentai Israel! O fio da espada, gélido, penetrante... No ventre de mulheres! Chorai infelizes! Bíblico povo de Deus, trêmulos, hesitantes, agora... Ímpios ateus!

Lamentos e lágrimas purificando a alma: Devagar... Seguidamente! Pára o puro lapidar! Recolhei às tuas armas, abriga-te no templo, orando, rezando, redimindo... Dando bom exemplo! Saneai os teus irmãos! expurgando os maus, um a um... Todos!Purificando os justos!

Assim, oh Israel! Nação de Deus bendita!Voltarás... Para sempre! Ao seio de Emanuel. Às tuas fronteiras alastrar-se-ão à frente... Circundante! absorvendo a todos! Troque armas e munições por alimentos e flores, abraços, apertos de mãos, e a palavra do Redentor! De um povo confinado transfigurarás em bonança: Parábolas/ salmos/ louvores! Frutos da... ETERNA ALIANÇA!


RESUMINDO: Não se deve fechar às portas aos Poemas! A abrangência Deles não o permitiria em razão do seu "status" de majestade soberana!

ETERNIDADE - Lúcia Chagas

Lúcia Chagas (luciafreitaschagas@hotmail.com)



cidade: Russas
estado: CE
idade: De 51 a 60 anos
sexo: feminino



ETERNIDADE



É muito fácil saber onde passaremos a eternidade, é só responder a pergunta: Que lugar Deus ocupa em nossa vida? Nascemos não para ter o melhor, mas para sermos os melhores.(Sd. Pe. Léu)

Refletindo essa mensagem, entendi que dando o melhor de si para Deus ficamos mais perto de Deus, assim quando nos reunimos em grupos ou em casa para rezar partilhar, estaremos dando o nosso melhor, assim também quando escutamos o próximos, quando fazemos algo por nosso semelhante, mais perto do céu chegaremos.

Por isso avançamos por aguas mais profundas, e procuremos levar esse Deus maravilhoso para aqueles que ainda não o conhecem. Abração Lúcia Chagas

3ª ESTAÇÃO - MALLUNA ARAUJO SILVA

MALLUNA ARAUJO SILVA (amluisa@terra.com.br)



cidade: São Paulo
estado: SP
idade: Até 50 anos
sexo: feminino


titulo: 3ª ESTAÇÃO

texto: ROTEIRO

FILMAGEM(DAYAN)



ESTAÇÃO DO METRO, CIDADE DE SPAULO.

APÓS 40 ANOS, DOIS VELHOS AMIGOS DE REENCONTRAM.

O DIÁLOGO, ACONTECE DENTRO DO VAGÃO DO METRO,ONDE PESSOAS DE VÁRIAS FAIXAS ETÁRIAS, DISCUTEM SOBRE O ASSENTO PREFERÊNCIAL.

PERSONAGENS:


IDOSO 1 - SR.EUCLIDES. 79 ANOS.VIÚVO, APOSENTADO,MORA NOS FUNDOS DA CASA DO ÚNICO FILHO.SENTE-SE MUITO SÓ.SEU PASSEIO DIÁRIOE ANDAR PELAS RUAS DA CIDADE.( GABRIEL)

IDOSO 2- SR.ARMANDO, 83 ANOS,TAMBÉM VIÚVO, MORA SOZINHO, OS FILHOS VIVEM FORA DO PAIS.FAZ TRABALHO VOLUNTÁRIO NUMA ONG.

POSSUI MUITOS AMIGOS E SEMPRE PARTICIPA DE EVENTOS SOCIAIS.(GABRIEL)

ADOLESCENTE 1- MEIRE (FERNANDA)

ADOLESCENTE 2 LIA( SALU)

MULHER MEIA IDADE (MALU)

HOMEM MEIA IDADE(DANIEL)

CRIANÇA(BRENA)

CASAL DE AMIGOS

ADULTO JOVEM 1(SÉRGIO)

ADULTO JOVEM 2(KAROL)


CENA 1 ENTRADA NO VAGÃO



AS ADOLESCENTES ENTRAM PRIMEIRO PASSANDO POR CIMA DE TODOS DESABERCEBIDAS, SENTAM-SE NO BANCO PREFERÊNCIAL. OS DEMAIS SENTAM-SE FRENTE AO BANCO. SR EUCLIDES MEIO SEM JEITO, FICA EM PÉ, QUANDO A DISCURSÃO COMEÇA:



CENA 2 A DISCURSÃO



MULHER - OH, VCS DUAS, NÃO ESTÃO VENDO QUE ESSE ASSENTO É PARA O ELE SENTAR? NÃO VIRAM O QUE ESTÁ ESCRITO,NÃO? ESSA JUVENTUDE NÃO ESTÉ NEM AI COM NINGUÉM!



ADOLESCENTE 1 - O TIA QUE STRESS LOGO CEDO NINGUÉM MERECE!

ADOLESCENTE 2- PARECE MINHA MÃE, CREDOOOOOOO!

ADULTO JOVEM1 - VCS SÃO FOLGADAS MESMO,A TIA TÁ CERTA.

HOMEM: TIA NÃO MOÇO, MAIS RESPEITO!

ADULTO JOVEM 2- AI BENHÉ DEIXA PRÁ NUM SI METE, TÁ TODO MUNDO FALANDO E NINGUÉM DÁ LUGAR PRO SENHOR!

ADOLECENTE 2- ISSO MESMO TÁ COM PENA ENTÃO DÁ O LUGAR DA SRA!

CRIANÇA: AI MANEE, NUM QUERO FICAR ME PÉ NÃO TÔ CANSADA.



CENA 3



A DISCURSÃO PÁRA. TODO MUNDO DISFARSA E O SR EUCLIDES ATÉ ENTÃO CALADO OBSERVANDO TODOS COMEÇA A FALAR:

- VCS TÃO PENSANDO QUE NUNCA VÃO ENVELHECER , NÃO É? QUANDO EU TINHA A IDADE DE VCS TAMBÉM PENSAVA ASSIM...

HOMEM - DISFARSA ABRE O JORNAL, AS ADOLECENTES, OUVEM MÚSICA. ACRINÇA FINJE DORMIR, O CASAL ATENDE O CELULAR.



PRÓXIMA ESTAÇÃO



CENA 4



ENTRA SR ARAMANDO ESBARRA SEM QUERER NO VELHO AMIGO...

IDOSO 2- NÃO PODE SER !!( ADMIRADO)EUCLIDÃO? É VC MESMO? EITAAAAA!EU TÔ RECONHECENDO ESSE BONÉZINHO...

IDOSO 1- VIXE NOSSA SRA DA QUEROPITAAA!! VC NUM MUDA NADA!

ARMANDOOO

QDO SR ARMANDO LEVA AS MÃOS ATÉ OS OMBROS DO AMIGO ELE SE RETRAI DE DOR...

- AI AI CUIDADO COM MINHA BORSITE TÁ ATACADA HOJE, EU TAVA INDO MESMO PRO MÉDICO...NUM TÕ AGUENTANDOO DE DOR!

IDOSO 2 INDIGNADO

- OH MEU AMIGO PRECISA SENTAR-SE...OLHOU OP ARA AS DUAS ADOLESCENTES:

- O MENINAS, POR FAVOR...DIANTE DESTE MOMENTO, ESSE ASSENTO É DESTINADO PARA ESSE, SR...OU VCS...

MULHER- EU FALEI NUM FALEI,Q VCS TAVAM ERRADAS...

HOMEM- ENTÃO FOI ISSO MESMO...ESSA JUVENTUDE!

TODO MUNDO FALA AO MESMO TEMPO S EDEFENDENDO.

SR EUCLIDES DESABAFA.

- ATÉ AGORA UM FALA PRO OUTRO MAS NINGUÉM CEDE OLUGAR QUE É MEU, AS PESSOAS NUM TEM CORAÇÃO...

SR ARMANDO- AS PESSOAS NÃO TÊM EDUCAÇÃO, ISSO SIM. ENTÃO AGENTE TEM ENSINAR DE UM JEITO OU DE OUTRO.

DAÍ TODO MUNDO RESOLVE CEDER O LUGAR, MAS SR EUCLIDES CHEGA AO SEU DESTINO.

AMBOS SAEM DO VAGÃO.

AS PESSOAS...SEGUEM.




CENA 5



PRÓXIMA ESTAÇÃO

SR EUCLIDES SAI EM COMPANHIA DO AMIGO.

MAS EUCLIDES PRECISA DESCANSAR UM POUCO ANTES DE CHEGAR AO MÉDICO.SENTE MUITAS DORES.



ARMANDO: VAMOS SENTAR UM POUCO AQUI.DEIXA EU TE AJUDAR.

EUCLIDES: QUE EU SAIBA...SOU MAIS VELHO...NOSSA O TEMPO FOI GENEROSO PRÁ VC...EU TÔ CANSANDO, MUITO DOENTE.DEPOIS QUE

QUE Á MULHER SI FOI... VC LEMBRA DELA?

ARMANDO FALA: CLARO QUE SIM, AQUELA BELEZURA, COM TODO RESPEITO...EU TAMBÉM TÔ VIÚVO, MAS O TEMPO NUM PODE PARAR, AMIGÃO, HEHEHE, ENTÃO EU CONHECI À CÉLIA NUM BAILE E SE SABE, NÉ...

EUCLIDES: BAILE? NUM SEI, EU NÃO VOU, NÃO. NUM TENHO VONTADE NUM TENHO COM QUEM IR..

ARMANDO: COMO ASSIM? OH MEU AMIGO, A GENTE NÃO PODE PARAR NÃO!TEM QUE CONTINUAR VIVENDO, MESMO QUE OS OUTROS NÃO QUEIRAM, MESMO QUE TODO MUNDO VÁ CONTRA A GENTE PRECISA TEM MUITO AMOR A VIDA, A NOSSA VIDA.

OH MEU AMIGO, O MUNDO DE HOJE TÁ MUITO MUDADO, SABE, EU SEI QUE TEM MUITA GENTE QUE ACHA QUE DEPOIS DE UMA CERTA IDADE DEVERÍAMOS IR PARA OS ASILOS, FICAR QUEITINHO ESPERANDO A MORTE CHEGAR! QUE NADA. A MORTE VAI VIR MESMO ENTÃO A GENTE NUM TEM O QUE SE PREOCUPAR.TEM QUE VIVER.

EU SEMPRE PENSEI ASSIM SEMPRE FUI PRÁ CIMA, ALTO ASTRAL.

SABE MEU VELHO, TIRANDO AQUELA DORZINHA ALI, ACOLÁ, É PORQUE NUM TEM JEITO O TEMPO VAI DESGASTANDO MESMO.POR ISSO QUE DEVEMOS CUIDAR DA SAÚDE, ANTE DE FICAR DOENTE.EU SEMPRE GOSTEI D ESPORTES, LEMBRA NÉ?

EUCLIDES: MAIS ANIMADO- SI LEMBRO...EU QUE NUNCA GOSTEI MUITO.

ACHO QUE FIZ MUITA BESTEIRA...NUNCA ME PREOCUPEI.MINHA MULHER, COITADA, MORREU DE TANTO DESGOSTO...

ARMANDO; DEIXA PRÁ ISSO, PRÁ QUE REMOER ISSO AGORA, QUE ADIANTA.

EUCLIDES:- É EU SEI.QUANDO A GENTE É JOVEM PENSA QUE É IMORTAL.DAI A IDADE VEM, PARECE QUE AGENTE NÃO TEM + LUGAR NESSE MUNDO...AS PESSOAS...OS FILHOS...CADA UM COM SUA VIDA.

EU...TÃO SOZINHO, VIVO EM MÉDICO, VIVO COM DORES...ESPERANDO UM DIA MELHOR...ESPERANDO.

ARMANDO: - PUXA, QUE SOLIDÃO QUE DESAFETO.VC NÃO PODE ESPERAR NADA DOS FILHOS E DE NINGUÉM.VC NÃO VIVEU A SUA VIDA DO JEITO QUE QUIS, AGORA É A VEZ DELES. EU SOU MUITO GRATO A VIDA.MINHA FAMÍLA É MARAVILHOSA. TUDO PRÁ BOM DEMAIS. TÔ VIVO.

EULIDES: É PRECISO APRENDER ENVELHECER...NESTE MUNDO

ARMANDO: POR ISSO QUE AGENTE TEM QUE ENSINAR OS JOVENS, CONSCIENTIZAR QUE UM DIA ELES PASSARÃO POR TUDO ISSO.PRECISO TER MAIS RESPEITO COM SEU CORPO.LÁ NA ONG ONDE EU FAÇO SERVIÇO VOLUNTÁRIO, A GENTE FALA DISSO TUDO.CUIDADO COM Á SAÚDE.LÁ ENSINAMOS AS PESSOAS A MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA,O RENDIMENTO FÍSICO E CEREBRAL, VC SABE NÉ O TAL DO STRESS ISSO TUDO PRA AGENTE NÃO TENHA UM ENVELHECIMENTO ACELERADO.

EUCLIDES:- ARMANDO, QUANTA COISA QUE APRENDI COM VC HOJE, SABE EU NUNCA PENSEI ASSIM...MAS VC AMIGO ENXERGA A VIDA POR UM LADO QUE EU NEM SONHAVA...ONDE FICA ESSE LUGAR, ESSA TLA DE ONG? SERÁ QUE EU POSSO IR UM DIA CONHECER? OLHA, EU NÃO QUERO ATRAPALHAR, NUM QUERO DAR TRABALHO, NÃO...

ARMANDO: CLARO QUE PODE, OLHA, EU TAVA INDO AGORA MESMO,PAREI AQUI POR CAUSA DE VC...AH! MAIS VC VAI AO MÉDICO?

EUCLIDES: É VOU. SE BEM QUE NUM TÁ ADIANTANDO NADA, É TANTO REMÉDIO QUE O CORPO...

ARMANDO; JÁ SEI...NEM RESPONDE MAIS AO TRATAMENTO.LÁ NA ONG TEM UM AMIGO MEU ESPECIALISTA EM GERIATRIA ORTOMOLECULAR.

VC QUER VIR COMIGO?

EUCLIDES: BEM MAIS ANIMADO. LEVANTE-SE. E DIZ: DEMORÓ, MEU! NÃO É ASSIM QUE OS JOVENS DIZEM?

ARMANDO. HAHAHA, BLZ, BORÁ VAMU DAR UM ROLÉ


CONCLUSÃO

(DANIEL)


SAÊM RINDO. ESSE REENCONTRO DEU UMA NOVA PERSPECTIVA NA VIDA DE EUCLIDES. UMA INJEÇÃO DE ÂNIMO.UMA NOVA POSSIBILIADADE DE CONTINUAR VIVENDO, NUMA SOCIEDADE QUE AINDA SEGREGA OS MAIS

VELHOS, APESAR DO ESFORÇO DE UMA NOVA POLÍTICA SOCIAL, DEVEMOS TODOS COMEÇAR A EDUCAR NOSSOS FILHOS E OS FILHOS SEUS FILHOS, SUCESSIVAMENTE.

PORQUE A VIDA PASSA PRA TODOS INCONDICIONALMENTE.

FIM.