terça-feira, 15 de setembro de 2015

Setenta

Ivone Boechat (i.boechat@terra.com.br)

cidade: Niterói
estado: RJ
idade: De 71 a 80 anos






Setenta


Quando se pega

o caminho reto
dos setenta,
ileso, sobrevivente
e salvo
dos vendavais,
cada vez mais discreto,
o homem reduz a pressa,
sentindo, presse ntindo
o tempo por um fio
das primaveras finais...
Setenta?
o rumo fica
mais correto,
a esperança segue
na frente
da caminhada regressa;
na olimpíada da vida,
fuja do fracasso,
não se detenha na curva
do desânimo, se agaselhe desse frio,
evite reclamação, abrigue-se no abraço,
de quem puder acompanhar
seu passo...
ah! vai ter que marchar
no compasso do amor.

Ivone Boechat

*dia de domingo*

LUIS ROSA DO PRADO (luisprado90.hot@gmail.com)

estado: 0
idade: Selecione sua Faixa Etária
sexo: masculino
 ESTÓRIAS

*dia de domingo*
 hoje e domingo pé de cachimbo, cachimbo e de barro bate no jarro o jarro e fino e bate no sino e o sino é de ouro bate no touro o touro e valente bate na gente a gente e fraco cai no buraco e o buraco e fundo e acabou-se o mundo.

INDEPENDÊNCIA

MARIA AMÉLIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: SP
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino

INDEPENDÊNCIA



INDEPENDÊNCIA à criança
Com sorriso de esperança
Para a segurança, saúde
Para vida em plenitude!

INDEPENDÊNCIA,juventude
Para futuro vislumbrar< br>Desde que lute, estude
Emprego bom encontrar!

INDEPENDÊNCIA ao adulto
Para família sustentar
Para idoso, aposentado
Ser sempre respeitado!

INDEPENDÊNCIA! livrar
Da maldita corrupção
Por anos a apropriar
Sacrifício do cidadão!

INDEPENDÊNCIA! clamor!
A este país, amor,
Ouça nosso clamor,
INDEPENDÊNCIA, SENHOR!

(Maria Amélia Leal)

Pelo dia 07.09 -
Independência do Brasil

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Pensamentos

Maria Lucia Isquierdo Magnati (luci.arsr@hotmail.com)

cidade: Sorocaba
estado: SP
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino

Pensamentos


Todo pensamento positivo é um caminho aberto para melhores

SE EU FOSSE*

LUIS ROS A DO PRADO ( luisprado90.hot@gmail.com)
estado: 0
idade: Selecione sua Faixa Etária
sexo: masculino
 ESTÓRIAS


SE EU FOSSE*
Se eu fosse uma abelha,ficaria so com a rainha./se eu fosse uma borboleta,sentiria inveja da mariposa./se eu fosse uma cegonha,cobraria aluguel p/levar o bebe^ ./se eu fosse um demonio,nao queria ter pecado.

SETEMBRO

MARIA AMELIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: 0
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino
POESIAS

SETEMBRO

Mês de flores, Primavera
Traga nova, aprazível era
De dia de Independência
Traga ao povo, clemência!

Clemência, Mãe natureza
Tão poluída,desmatada
Tão triste, desprezada
Tão cinza, esfumaçada!

Clemência,Senhor
Por tanta insensatez
Por tanto desamor!

Clemência, pela humanidade
Que destroi semelhante
Sem dó, nem piedade!

Maria Amélia Leal
Em 01.09.2015

Perfil do grupo Renascer

Maria Diuza dos Santos Inacio (mdinacio71@hotmail.com)

cidade: Alagoinha
estado: PE
idade: De 71 a 80 anos
sexo: feminino


Perfil do grupo Renascer

O grupo que aqui está não surgiu por acaso, originou-se de pessoas que vivem
uma realidade.

Nosso grupo é altivo
vaidoso e atraente,
em suas apresentações
sempre agradam os presentes.

Nas festas de eventos
sem nenhuma inibição
todos se produzem
conforme a apresentação.

No pastoril,no carnaval,
no São joão, nos encontros
de convivência, ficam todos
muito a vontade alguns chegam
doentes mas quando saem,se sentem
curados, por isto se dizer que esta;
é a faze da melhor idade.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

SONETO AO SOL

MARIA AMELIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: 0
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino

SONETO AO SOL


texto: Sol amigo bom dia
Brilha sem preconceito
Luz de pura energia
Reflexo no rio,no leito!

No mar azul, na maré
Na floresta esverdejante
Na praia e xuberante
Nossa saudação de fé!

Sol germina a semente
Seja brilhante na gente
Com seu calor envolvente!

Símbolo de amor
Com seu calor
Deus, e louvor!

(Maria Amélia Leal)

Em 23.08.2015
Num lindo
domingo de sol.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

PROTESTOS

MARIA AMELIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: 0
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino

 PROTESTOS

Como é triste constatar
A necessidade de protestar
Povo nas ruas a reclamar
Condições de vida, trabalhar!

Como é triste verificar
A marcha da corrupção
As práticas a minar
Do país, a evolução!

Como é triste ver
A luta para sobreviver
As filas aumentando
Por empregos procurando!

As empresas falindo
Os preços subindo
A revolta aumentando
Paciência acabando!

Saúde, Segurança, Educação
O discurso sempre ouvido
O descontentamento da Nação
Nas ruas, no povo refletido.

HOJE, 16.08.2015, dia de
protestos nas ruas, em todo
o Brasil.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

HOMENAGEM AOS ADVOGADOS

MARIA AMÉLIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: SÃO PAULO
estado: SP
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino

HOMENAGEM AOS ADVOGADOS


Desde tempos imemoriais
Constam da história, julgamentos
Narrados na própria Bíblia
Moisés, com mandamentos.

As Tábuas da Lei
Como mandou o Criador
Roma, Grécia, escribas,
As leis com temor.

Foi mesclada com o tempo
Com a história da humanidade
A figura do Advogado
Na defesa da igualdade.

Muitas vezes criticado
Outras até reverenciado
É profissional notório
No princípio do contraditório.

A todos os militantes
Nesta relevante profissão
A sincera homenagem
O respeito, confraternização.

(Maria Amélia Leal)

Dia 11.08 - Dia do Advogado.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

AOS PAIS

MARIA AMELIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: SP
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino
POESIAS

 AOS PAIS


Pais que pela família
Lutam, sofrem,sacrificam
Pensando no futuro
Aos filhos exemplificam.

Pais que se preocupam
Dos filhos, formação
Acompanhando as vidas
Personalidade, educação.

Pais adotivos,ou quem
Substitui lacuna paternal
Na figura do avò, tio,
Num afeto fraternal.

Homenagem sincera
Pais que aqui estão
Com carinho, afeto
Do nosso coração.

Pais que já partiram
Nossa eterna gratidão
Cumpriram na vida
A grande, nobre missão!

(Maria Amélia Leal)
Salve 09.08 - Dia dos Pais

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ELEMENTOS

MARIA AMELIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: SP
idade: Selecione sua Faixa Etária
sexo: feminino

 ELEMENTOS


 O planeta é formado
Pelos quatro elementos
Para sustentar e vida
Com todos complementos.

O FOGO que aquece
A Mãe TERRA, semente
O A R que respiramos
A ÁGUA, que tomamos.

O FOGO, energia solar,
A TERRA a alimentar
A ÁGUA a saciar
O AR para respirar.

Paremos para pensar,
O que temos, valorizar
A DEUS agradecer
Pela vida e VIVER,

(Maria Amélia Leal)

sábado, 25 de julho de 2015

AVÓS

MARIA AMÉLIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

 AVÓS

texto: Se não fossem os avós
Pais aqui não estariam
E consequentemente
Todos não existiriam.

Desde pequenos, quando
Os pais em confiança
Nos entregam aos avós
N ossos anjos em criança.

Continuam a se orgulhar
Nos defender e a amar
Acompanhando as vidas
Curando nossas feridas.

Quantas vezes, adultos,
Vamos nos refugiar
A casa da vovó sendo
Oásis a nos abrigar.

Deus proteja os avós
Com saúde, de coração
Aos que já partiram,
Nossa eterna gratidão.

(Maria Amélia Leal)
Salve 26.07-
Dia dos AVÓS -

AMIZADE

MARIA AMÉLIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)





AMIZADE



texto: Dos sentimentos humanos
Sobrepõe-se a amizade
Enquanto se espera troca
Amizade é espontaneidade.

Quando se aguardar
A mão estendida
Para poder segurar
Na pessoa amiga.

São etapas da vida
Que vão se passando
Desde criança, escola
Juventude concretizando.

São entes que chegam
Que vão nos marcando
Os verdadeiros amigos
São o que vão ficando.

Que seja a amizade
O elo de ligação
Formando a corrente
Num aperto de mão.

(Maria Amélia Leal)

MARCAS

MARIA AMELIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: 0
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino
 POESIAS

MARCAS

texto: Tem fatos que são
Marcas na memória
Lembranças que ficam
Gravadas na história.

A música distante
O som que ficou
Um prato diferente
Que se sabo reou.

O cheiro de mato
A terra molhada
A chuva caindo
A mão apertada

A palavra amiga
Que um dia ouviu
O exemplo eterno
De quem já partiu.

São os fragmentos
De muitos momentos
Cada um, sua história
Sua vida, sua glória.

(Maria Amélia Leal)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

TURBULÊNCIA

MARIA AMELIA LEAL (ameia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: 0
idade: De 61 a 70 anos


TURBULÊNCIA

texto: O mundo está revolto
Por ondas de turbulência
Na natureza que se revolta
Nas atitudes de violência.

As manchetes assustadoras
Massacres, guerras, peregr inos
Gente fugindo da Pátria
Embarcando como clandestinos.

A União Européia preocupada,
Com a Grécia, dívida, moeda
O euro na balança...
A Economia em queda!

É hora de reflexão
É hora de coração.
De conscientização
De Deus, genuflexão!

(Maria Amélia Leal)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

IMPOSTÕMETRO

MARIA AMELIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: SP
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino
 POESIAS


IMPOSTÕMETRO

Você sabia que é cronometrado
Todos os impostos cobrados
O Impostômetro é que marca
Todos os valores registrados!

No Pátio do Colégio, hoje,
Sã o Paulo,cerca de meio dia
Fogos de protesto,vaias
Fotos, revolta até gritaria!

O motivo de tanto alarido
A marca de reais, um trilhão!
Impostos neste ano recebidos
Desta nossa nobre Nação!

Estou apenas relatando
Um fato público, notório
Onde é que vamos parar
Com esse número inglório!

(Maria Amélia Leal)

Registro de fato real
ocorrido no Pátio do Colégio
São Paulo, em frente à
Associação Comercial (29.06.
2015)

DESCULPE

MARIA AMÉLIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)
São Paulo SP
De 61 a 70 anos
feminino
categoria: POESIAS


DESCULPE

texto: Por não pedir desculpas
Por deixarem papéis jogados
Por ver menores drogados
Por tristezas, todos os lados.

Por ver tantos rostos magoados
Por ver tantos impostos cobrados
Por ver tanta gente sofrida
Por não respeitarem a vida.

Desculpe pedir que pense
Desculpe dizer que égente
Desculpe a sua mente!

Desculpe, hoje é dia
Internacional da desculpa
Viva com amor e sem culpa!

(Maria Amélia Leal)
22 de junho - Dia Internacional
da Desculpa

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O fofoqueiro

Ivone Boechat 


Niterói RJ
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino

O fofoqueiro

O fofoqueiro é um tecelão juramentado in delivery à procura de meias verdades ou mentiras escancaradas que possa sair anunciando por aí pra d errubar alguém. Fofoqueiro que se preze mesmo não gosta de ver nenhuma vítima de pé, fazendo sucesso.
O fofoqueiro é invejoso, mas tem outros antipredicados bem mais inexpressivos no currículo. Para cumprir a meta diária de fofoca, ele é capaz de fazer o sacrifício de parecer bonzinho. E há quem acredite e se dispõe a fazer um pacto de paz, até a decepção dar-lhe uma rasteira.
O fofoqueiro não tem pressa: fofoca hoje, fofoca amanhã, ele sabe que o importante é não perder a oportunidade. Assim sequestra a vítima com as redes da dúvida e a faz refém do disse me disse.
O fofoqueiro tem duas grandes vantagens a seu favor: a vítima não tem defesa porque ele se esconde e rói as cordas pelas costas, na penumbra. O fofoqueiro finge-se simpático, por isso é bem aceito por um bom tempo.
O fofoqueiro se faz de vítima, de ingênuo, vive travestido de coitado e consegue enganar porque é persistente: Água mole em pedra dura...
O fofoqueiro vive de plantão à procura das brech as e ninguém, como ele, sabe aproveitar as oportunidades para desestabilizar a vítima; é mascarado, logo, pode passar despercebido por algum tempo no meio das pessoas corretas.
O fofoqueiro não suporta as palavras união, paz, harmonia. Se pudesse riscaria do dicionário dos outros, porque no dele não existem. Ele não tem luz própria e usa óculos escuros para se proteger do brilho dos outros...
Toda família tem o fofoqueiro que merece. É nela que ele engorda e tem prestígio; alguns são promovidos a conselheiros; outros recebem o troféu da confiabilidade: conseguem enganar até que a verdade e a justiça cheguem de mãos dadas e acabem com a farra.

"Há alguns cujas palavras são como pontas de espada"...Pv 12:18

Ivone Boechat

segunda-feira, 25 de maio de 2015

MÃE!


(amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: 0
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino


MÃE!

texto: A mãe ainda menina
Que substitui a boneca
A mãe que corre
E brinca como sapeca.

A mãe que forma
A família tradicional
Ou a mãe que adota
No coração maternal.

A Mãe que sozinha
Os encargos assume
O filho na certeza
De receber o lume.

A mãe multiforme
Ora irmã, avó, tia
Que com ternura
Distribui harmonia

A mãe que partiu
Deixando lacuna,dor,
O abraço de saudade
Em forma de amor.

A todas as mães
A homenagem merecida
Como razão de viver
O ser origem da vida!

(Maria Amélia Leal)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A SAUDADE

MARIA AMÉLIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: SÃO PAULO
estado: SP
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino


A SAUDADE

O registro distanteDo fundo da memória
Fatos que fixaram
Nossa vida e história!

Lembrança que ficou
Da época que passou
O passado não apagou
O tempo concretizou!

Saudade de voz querida
Da luta, constante lida
Dos trabalhos,de estudos,
Como sopro, em toda vida

Nos alicerces da mente
Surge sempre eloquente
A saudade é patente
Quem a sente, é gente!


(Maria Amélia Leal)

sábado, 25 de abril de 2015

 ÁGUA

MARIA AMELIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: São Paulo
estado: SP
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino
categoria: POESIAS


 ÁGUA
 Que jorra da fonte
Que corre, forma rios
Que deságua no oceano
Que oferece desafios.

Que alimenta as usinas
Que é fonte de harmonia
Que é estrutur a da vida
É a geração de energia.

O centro das atenções
Necessidade de soluções
Para manter civilizações.

Para não faltar, economizar
Sobretudo a conscientização
A natureza saber respeitar.

(Maria Amélia Leal)
Pelo dia 22 de março
Dia mundial da Água.

quarta-feira, 25 de março de 2015

APELO DA NATUREZA

MARIA AMÉLIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: SÃO PAULO
estado: SP
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino

APELO DA NATUREZA

Não desmatem florestas
Não poluam os ares
Respeitem a natureza
Não sujem os mares!

Apelo pelo bem de todos
Curvem-se à mãe terra
Que lhe s dá a semente
Que o alimento encerra!

O céu,as ondas do mar
As flores a enfeitar
Os pássaros a cantar!

É necessária à existência,
A natureza pede clemência
Apela à sua consciência!

(Maria Amélia Leal)

O fofoqueiro

Ivone Boechat
cidade: Niterói
estado: RJ
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino
MENSAGENS

O fofoqueiro


O fofoqueiro é um tecelão juramentado in delivery à procura de meias verdades ou mentiras escancaradas que possa sair anunciando por aí pra derrubar alguém. Fofoqueiro que se preze mesmo não gosta de ver nenhuma vítima de pé, fazendo sucesso.
O fofoqueiro é invejoso, mas tem outros antipredicados bem mais inexpressivos no currículo. Para cumprir a meta diária de fofoca, ele é capaz de fazer o sacrifício de parecer bonzinho. E há quem acredite e se dispõe a fazer um pacto de paz, até a decepção dar-lhe uma rasteira.
O fofoqueiro não tem pressa: fofoca hoje, fofoca amanhã, ele sabe que o importante é não perder a oportunidade. Assim sequestra a vítima com as redes da dúvida e a faz refém do disse me disse.
O fofoqueiro tem duas grandes vantagens a seu favor: a vítima não tem defesa porque ele se esconde e rói as cordas pelas costas, na penumbra. O fofoqueiro finge-se simpático, por isso é bem aceito por um bom tempo.
O fofoqueiro se faz de vítima, de ingênuo, vive travestido de coitado e consegue enganar porque é persistente: Água mole em pedra dura...
O fofoqueiro vive de pla ntão à procura das brechas e ninguém, como ele, sabe aproveitar as oportunidades para desestabilizar a vítima; é mascarado, logo, pode passar despercebido por algum tempo no meio das pessoas corretas.
O fofoqueiro não suporta as palavras união, paz, harmonia. Se pudesse riscaria do dicionário dos outros, porque no dele não existem. Ele não tem luz própria e usa óculos escuros para se proteger do brilho dos outros...
Toda família tem o fofoqueiro que merece. É nela que ele engorda e tem prestígio; alguns são promovidos a conselheiros; outros recebem o troféu da confiabilidade: conseguem enganar até que a verdade e a justiça cheguem de mãos dadas e acabem com a farra.

"Há alguns cujas palavras são como pontas de espada"...Pv 12:18

À MULHER

MARIA AMÉLIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

 SÃO PAULO
 SP
 De 61 a 70 anos
feminino
 POESIAS

 À MULHER

 A natureza é máe
Como mãe é a mulher
Como a força da vida
Como a luta que vier.

O mundo a reverencia
Em seu dia internacional
Sendo a base de tudo
A sua forma estrutural.

Com seu papel como ser
Com sua função, viver
Ora como irmã, filha, avó,
Esposa, adoção de conviver.

É a figura marcante,
É sempre marcante
É a mola propulsora
É a força triunfante.

Maria Amélia Leal
Pelo Dia 08 de março
Dia Internacional da Mulher

quinta-feira, 5 de março de 2015

MINHA SANTA MAEZINHA

Carlos ROBERTO ( cdireitop@gmail.com)

cidade: Sao Paulo
estado: SP
idade: De 51 a 60 anos
sexo: masculino
categoria: OUTRAS
titulo: MINHA SANTA MAEZINHA
texto: Ola me chamo Carlos. 
Esta é uma história h e nao com e , ou seja é uma história verdadeira. 
Sou morador da zona norte de São Paulo, tenho59 anos de idade, e minha santa MAEZINHA seus 83 anos.
Tudo começou há 8 anos atrás +/- eu sempre cuidei da minha mãe, pois meus 2 irmãos se casaram e tiveram suas famílias. 
Minha tem tem Aushaime, e eu sempre cuidado dela da melhor forma possível, levando a ao medico, em sus cosultas, buscando remedios( posto maria zelia ), etc.
Meu sobrinho alegando, maus tratos, cárcere privado e sequestro me denunciou bem eu fui 
afastado da minha mãe com uma medida 
protetiva.
OBS: ESTOU AFASTADO DA MINHA MAE HA QUASE 3 ANOS.
Nao sei se esta viva, morta, amarrada em uma cama, enfim diante dos meus 59 anos nao sei demamha santa MAEZINHA. 
Nestes quase 3 anos de afastamento meu sobrinho ja a internou, ja deixou minha mae em casas de parentes e outras coisas mais que ele fez, coisa que eu nunca fiz com minha mae
PRECISO DE AJUDA POR FAVOR ..
SE ALGUEM SE INTERESSAR EM ME AJUDAR POR FAVOR ENTREM EM CONTATO COMIGO.
NOME CARLOS ROBERTO.
E - MAIL cdireitop@gm ail.com
celul. 967697871 ( oi )

ASSALTO À MÃO DESARMADA - GERALDO EUSTÁQUIO RIBEIRO

(geraldo@tremnet.com.br)

cidade: BETIM
estado: MG
idade: De 61 a 70 anos
sexo: masculino

ASSALTO À MÃO DESARMADA

O que estou escrevendo neste momento não se aplica a todas as pessoas, porque graças a Deus existem muitas e belas exceções que enchem seus pais de orgulho e estes se sentem orgulhosos por terem gerado filhos maravilhosos.
Mas o que está me incomodando é ver o quanto esta geração que está indo embora está sendo explorada. Estou me referindo aos sobreviventes que estão acima dos quarenta anos e que bravamente resistem a tanta mudança tecnológica e de comportamento.
Quando jovens morávamos com nossas famílias, a maneira de nos comportamos era estabelecida pelos pais e praticamente quase todos éramos obrigados a trabalhar para ajudar no sustento da casa.
Hoje os filhos estão fazendo da casa dos seus pais um hotel de luxo ou uma creche que presta serviço voluntário. Pais, mães e avós estão cuidando dos filhos da irresponsabilidade ética e financeira de quem os gerou. Não é preciso ir muito longe para constatar isto, andem perto de uma creche e verão a quantidade de mulheres quarentonas levando e buscando seus netos.
Pais e mães agora são estranhos dentro do seu próprio lar.
Os filhos se escondem atrás de computadores e telefones de todos os tamanhos e com seus malditos fones de ouvido já não ouvem mais a voz de que os criou.
Alguns levam seus namorados ou namoradas para dentro do "seu" quarto e consequentemente pais e mães se transformam em meros porteiros e camareiras de motel. O grande absurdo é que alguns pais, principalmente os mais jovens acham este comportamento natural e dizem: os jovens de hoje são assim, "é melhor que seja em casa".
Há poucos dias um vizinho viajou para cuidar do pai que estava enfermo. Seu filho, ignorando a fase terminal do avô transformou a casa em uma boate e perturbou todos os vizinhos até altas horas da madrugada com músicas idiotas que somos obrigados a ouvir todos os dias nos automóveis que passam pelas ruas.
Filhos e filhas se enchem de piercings e tatuagens e se vestem como idiotas sem ao menos se dar ao trabalho de comunicar aos pais que agora eles terão que se acostumar com estas aberrações. Cada um quer ter o seu carro mesm o sem ter condição financeira para mantê-los saem pelas ruas fazendo pegas durante as madrugadas e com seu "som bombado" obrigam os mais velhos a ficarem ouvindo uma barulheira infernal que chamam de música.
O jovem de hoje está demorando mais para se casar, não querem perder a mordomia de ter tudo de graça e no tempo que quiser. Muitos se casam e continuam morando com os pais ou vão morar com os sogros. Outros depois da separação voltam para a casa dos pais e ainda levam os filhos a tiracolo para os mesmos cuidarem.
Hoje de cada dez aposentados, posso afirmar sem medo de errar que oito estão pagando a prestação de um maldito empréstimo consignado que foi efetuado para atender a necessidade financeira e até para manter o vicio de filhos e netos.
Sei que algumas pessoas ao lerem isso vão achar que sou apenas um velho retrógrado.
Talvez tenham razão
Mas eu prefiro ser ultrapassado e colocar o dedo na ferida do que ser mais um que tudo assiste e tudo ouve sem ach ar que não tem nada a ver com este problema simplesmente porque ainda não sentiu na pele este assalto à mão desarmada que estão sendo vitimas as pessoas que tiveram a coragem de envelhecer.
A minha preocupação maior é de como será a sobrevivência dos filhos desta geração que já perderam todos os valores de família e só pensam em baladas e drogas e ignoram completamente os sentimentos e sofrimentos daqueles que estão vendo seus filhos se perderem nas encruzilhadas da vida.

Para ler outros textos acesse.
www.umavozdebetim.com.br

MEU SENHOR E MEU DEUS

Antonio Osmar Baltazar (osmar@baltazaradvogados.com.br)

cidade: São Paulo
estado: SP
idade: De 71 a 80 anos
sexo: masculino
categoria: POESIAS


Meu Senhor e Meu Deus


Meu Senhor e Meu Deus! Quando tudo parecia calmo e tranquilo e em águas calmas me encontr ava a navegar, fui sacudido por um furacão que quase me levou a naufragar.
Senti desespero e até vontade de minha vida ceifar, diante da carga, que sobre meus ombros Tu permitiste alguém colocar.
Desci ao inferno, mas vi que ali não era o meu lugar. Na condição de Seu filho, enfrentei a furação e me pus a navegar.
O Senhor me iluminou e senti sua mão forte a me segurar, embora aflito, em seu colo Tu me passaste a carregar.
Para Ti nada é impossível Senhor, bastou em suas Santas Mãos eu segurar. No momento de mais aflição Sua Luz sobre mim passou a brilhar e como num sonho a solução do meu sofrimento passei a encontrar.
Sou um privilegiado Senhor, por em suas mãos poder segurar e estou convencido, que em breve, em águas calmas, voltarei a navegar.
Obrigado Senhor
Dr. Osmar

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

SAUDADE

MARIA AMÉLIA LEAL (amelia.leal@aasp.org.br)

cidade: SÃO PAULO
estado: 0
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino

SAUDADE


Uma letra, uma música
Um cheiro de terra
Um vento que assopra
Uma brisa que enleva!

O pensamento se perde
No tempo, na nostalgia
É a saudade, no fu ndo,
De momentos de alegria!

A presença de quem partiu,
O semblante que ficou
Na saudade que se sente
De quem nossa vida marcou!

(Maria Amélia Leal)

Pelo dia 30 de janeiro
Dia da Saudade

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

AOS APOSENTADOS

MARIA AMÉLIA LEAL ( amelia.leal@aasp.org.br)

SÃO PAULO SP
idade: De 61 a 70 anos
sexo: feminino
categoria: POESIAS




AOS APOSENTADOS

Chegaram ao topo, e
Quando deveriam usufruir
Da vida de sacrifícios
Trabalhando vão prosseguir!

O reverso da medalha,
Enquanto em atividade
Sacrificando-se por todos
Para melhor tranquilidade!

Para a grande maioria
O prêmio da aposentadoria
Não lhe traz alegria!

Aposentado, pelo seu labor
Receba com todo o louvor
Reverências, com amor!

(Maria Amélia Leal)
Salve 24.01 -
Dia do Aposentado

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Curiosidade -- IARA DE LOURDES CAMARATTA ANTON

IARA DE LOURDES CAMARATTA ANTON (iaracamaratta@gmail.com)

cidade: Porto Alegre
estado: RS
idade: De 61 a 70 anos
sexo: masculino
categoria: ESTÓRIAS
titulo: Curiosidade
texto: Neste momento, o que me move e a curiosidade. Pode ser interessante abrir o leque de pessoas amigas, com quem seja possível conversar l ivremente sobre os mais variados assuntos, ir ao cinema, ao teatro, caminhar ao ao livre, dançar.
Falei em curiosidade, porque não faço a menor ideia de como seja conhecer uma pessoa real a partir das possibilidades de um espaço virtual. Pode ser interessante e divertido, não é mesmo? Gostaria de saber o que acham aqueles que já usaram estes recursos...
Desejo ótima semana a todos os que tiverem lido esta msg.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Terminando --

Helene

cidade: sao paulo
estado: SP
idade: De 51 a 60 anos
sexo: feminino
 ESTÓRIAS

 Terminando

Terminada a limpeza de paredes, portas, janelas e chãos, sai do seu estado de limpar em volta e quer limpar a si mesma.
Pisa no chão frio e vem o alívio por sentir a pele dos pés tocar um chão limpo.
Arranca a camiseta, libera os seios, joga longe o sutiã que tanto segurava, abaixa o short, retira e joga longe a calcinha.
Assim livre, entra sob o chuveiro recebe sobre si a água fresca que deixa descer sobre tudo nela, entrando nos cabelos, descendo sobre o rosto, percorre o corpo, desce entre os pelos que agora ela quer que saiam.
Faz com que eles se desprendam, quer tudo suave, liso, macio, desliza o sabonete em cada pedacinho de pele, em cada dobrinha lisa e se sente limpa.
O corpo quente, molhado, cheiroso, encosta no azulejo frio, limpo e escorrega descendo e sentindo nas nádegas a delícia do contraste e ali se entrega, sente o chão frio possuindo as coxas, as nádegas, a cintura, as costas, vai ensaboando onde o frio não toca e o calor abre, onde persiste a umidade quente.
Ali se entrega, ali viaja, se alonga, se liberta e ali se lembra e lembrando estremece.
Estremecendo assim, até o fim...
Relaxa como merece.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

 M E N S A G E M -- MARIA AMÉLIA LEAL

 (amelia.leal@aasp.org.br)

 M E N S A G E M

Que esse ano vindouro
Marque como tesouro
De paz, de compreensão
Em todo o Universo, Nação!

Que respeitada a natureza
Retribua com sua b eleza
Jorrando a água da fonte
Sem poluição no horizonte!

Que o Espírito Natalino
Seja o sopro Divino
Na alma do ser humano
Em forma de fé, de hino!

Que em toda a família
Reine afeto, harmonia,
Com saúde, com progresso
No cântico da alegria!

(Maria Amélia Leal

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O intervalo de tempo ------- FRANCISCO RAMOS DE SIQUEIRA FILHO

FRANCISCO RAMOS DE SIQUEIRA FILHO (francisco.siqueira58@gmail.com)

cidade: NATAL
estado: 0
idade: De 51 a 60 anos
sexo: masculino
categoria: ESTÓRIAS
titulo: Texto
texto: O intervalo de tempo entre a juventude e a velhice é mais breve do que se imagina. Quem não tem prazer de penetrar no mundo dos idosos não é digno da sua juventude. Nunca ria das rugas alheias,pois elas não são marcas de velhice como se pensa...Elas são marcas de um tempo intensamente vivido...De histórias presenciadas e emoções sentidas...De uma vida que se fez...Ao longo de anos...De histórias que talvez você...Pessoa preconceituosa nunca possa vir a ter...Respeite os mais velhos,pois um dia você terá a felicidade e chegará lá...Ou não! Tenho pena das pessoas que desdenham dos velhos,da velhice,acham que suas carinhas e corpos perfeitos serão assim para sempre,esquecem que todos nós em um processo natural caminhamos para o mesmo destino e nesta caminhada alguns não terão tanta sorte ou sendo mais realista não serão agraciados com a "velhice",ser velho não significa estar morto,ao contrário,para muitos é acúmulos de experiências,sabedoria,é ter o tempo de vivencia necessário de forma a compartilhar com os mais novos tudo que lhe foi absolvido durante muito tempo,aprendizados,lições,exp eriências,conhecimento e uma serie de coisas infinitamente que só se aprende com o passar do tempo,admiro e respeito "o tempo da velhice" e espero ser contemplado com a tal,para que no final de minha jornada e durante a mesma eu possa ter contribuído de forma salutar para com a vida do próximo,felizes os que brindam a idade onde poucos chegarão.

Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira".

FRANCISCO RAMOS DE SIQUEIRA FILHO ( francisco.siqueira58@gmail.com)

cidade: NATAL
estado: RN
idade: De 51 a 60 anos
sexo: masculino
categoria: ESTÓRIAS
titulo: Texto
texto: Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.
Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".
Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.
Pare aqui e simplesmente SORRIA.
"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando."
"O maior risco da vida é não fazer NADA."

Hoje eu me dedico

FRANCISCO RAMOS DE SIQUEIRA FILHO (francisco.siqueira58@gmail.com)

cidade: NATAL
estado: RN
idade: De 51 a 60 anos
sexo: masculino
categoria: ESTÓRIAS
titulo: Texto
texto: Hoje eu me dedico a sentir que a vida me ama. A dar e receber amor sem medo, a me amar e me respeitar. Dizer a verd ade para as pessoas que eu amo, confiando que elas saberão lidar com isso, me dedico a reconhecer a diferença entre amar alguém e invadir o espaço do seu coração. Viver sem julgar, viver uma vida sem culpa.Hoje eu me dedico a ver as coisas sem complicações e mante-las simples, confiar em minhas preces. A tirar a poeira de minhas asas e voar. Me dedico a acreditar que obterei as coisas nas quais coloco minha confiança e fé. Firmar, apoiar e me concentrar em meus objetivos, mas ir devagar e com cuidado, para fazer uma coisa de cada vez. E principalmente perceber que quando não consigo fazer alguma coisa, Deus consegue!".

Quando a velhice chegar

FRANCISCO RAMOS DE SIQUEIRA FILHO (francisco.siqueira58@gmail.com)

cidade: NATAL
estado: RN
idade: Selecione sua Faixa Etária
sexo: masculino
categoria: ESTÓRIAS
titulo: Texto
texto: Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vã o gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem. Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres." (Sêneca, filósofo romano)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

APRENDI ------- FRANCISCO RAMOS DE SIQUEIRA FILHO

 (francisco.siqueira58@gmail.com)


cidade: NATAL
estado: RN
idade: De 51 a 60 anos
sexo: masculino


 APRENDI


Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naqu ele momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.

Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

Amores que marcam ---- FRANCISCO RAMOS DE SIQUEIRA FILHO

 francisco.siqueira58@gmail.com

cidade: NATAL
estado: RN
idade: De 51 a 60 anos
sexo: masculino
categoria: ESTÓRIAS

 Amores que marcam

Dia desses conversava com um amigo e ele falou que tinha saudade de uma ex-namorada. Ele falo u na saudade que tinha dela e ao mesmo tempo no medo que tinha de reencontrá-la. Pude ver em seus olhos um brilho e um sorriso especial ao lembrar dos momentos juntos.
Atualmente ela está casada e ele também, mas senti que ainda existe uma atração forte entre os dois. Fiquei pensando, porque não ficaram juntos uma vez que se gostavam tanto e concluí que a razão falou mais forte, por isso, a separação.
Ela cansou de esperar que ele tomasse uma atitude e assumisse a relação. Ele aceitou o rompimento quando ela pediu uma decisão, porque nunca pensou que a relação terminaria de verdade. Esse é o tipo de saudade que se leva pelo resto da vida. Pessoas que marcam e deixam saudade, pessoas que sentem uma atração enorme, mas se separam.
É aquela química perfeita que em alguns momentos mete medo.
É aquele beijo com gosto de quero mais. É aquela despedida não querendo ir. É deixar para lá. É acreditar que um dia, quem sabe, um dos dois vai abrir seu coração e expor seus s entimentos. É não querer um fim, mas por desconhecer os sentimentos do outro acabar com tudo para ver no que vai dar.
Isso significa que existem muitas pessoas que optam por enganar a si mesmas. Uma vez que existe um sentimento forte que nos dá prazer e ao mesmo tempo sente-se que aquela é a companhia perfeita e quando estão juntos o tempo passa sem perceber, é porque existe um sentimento muito forte que não deve ser desprezado.
Talvez não tivessem percebido, mas o amor é isso e só encara quem tem coragem de assumir, de jogar tudo para o alto, jogar a razão para o lado e viver a emoção.
Talvez por medo ou mesmo pro insegurança casais se afastam e depois sentem um enorme vazio que é preenchido pelas lembranças daquele relacionamento que acabou. Uma saudade que dura à vida inteira e quanto mais o tempo passa ficará sempre a dúvida de que poderia ter sido feliz com aquela pessoa.
É arriscado pensar que a outra pessoa ficará esperando a vida inteira, pois a solidão e a ansiedade de esquecer poderão ser supridas por outro alguém. Talvez não seja com a mesma intensidade, mas como uma tábua de salvação.
Isso acontece porque a relação não se esgotou, não teve um ponto final e sim uma vírgula ou reticências.
Por isso, quando sentir que alguém lhe faz suspirar e a lembrança dela dá aquela saudade, fique atento, pois a felicidade pode estar bem a sua frente. O amor verdadeiro pode ter chegado e você está deixando escapar, simplesmente por medo de arriscar. Quanto mais o tempo passar, mais difícil será resgatar esse amor, até mesmo porque cada um dará um rumo à sua vida e com isso você correrá o risco de perder o seu grande amor.
Portanto, quando sentir que alguém faz a diferença em sua vida, não deixe que ela se distancie de você. Traga para junto de seu coração e procure viver com intensidade cada momento. Arrisque e não tenha medo de viver esse amor. Enlouqueça, perca a cabeça, vibre como criança, pois o amor não é e nem deve ser r acional.
O amor é a eterna busca do ser humano. Abra os braços para este sentimento tão nobre e garanto que não irá se arrepender. O que lhe espera são muito mais que momentos mágicos.
Declare seu amor sem medo e não perca a chance de ser feliz, pois seu coração cobrará isso à vida inteira.

Ame ------- FRANCISCO RAMOS DE SIQUEIRA FILHO

 (francisco.siqueira58@gmail.com)


cidade: NATAL
estado: RN
idade: De 51 a 60 anos
sexo: masculino

AME


texto: Ame, apaixone-se, erre, erre quantas vezes forem necessárias.. Sorria, brinque. chore, beije, morra de amor, sinta, sonh e, cante, grite, viva... O fim nem sempre é o final, a vida nem sempre é real, a roda nem sempre é gigante, o passado nem sempre passou, o presente nem sempre ficou, o hoje nem sempre é agora. O tempo... o tempo não pára ! Se for para esquentar, que seja com o sol, se for para enganar que seja o estomago, se for para chorar que se chore de alegria, se for para mentir que seja a idade, se for para roubar que se roube um beijo, se for para perder, que seja o medo, se for para cair, que seja na gandaia, se existir guerra, que seja de travesseiros, se existir fome, que seja de amor, se for para ser feliz que seja o tempo todoooo ..
Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinho, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou o mesmo de ontem me faz perceber que valeu a pena ...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A IDADE DE SER FELIZ -- FRANCISCO RAMOS DE SIQUEIRA FILHO



 A IDADE DE SER FELIZ

texto: Existe somente uma idade para a gente ser feliz,somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo,nem culpa de sentir prazer.Faze dourada em que a gente pode criar e recriar a vida,a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo,de novo e de novo,e quantas vezes for preciso.Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se presente e tem a duração do instante que passa.

cidade: NATAL
estado: RN
idade: De 51 a 60 anos
sexo: masculino
 (francisco.siqueira58@gmail.com)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Livro de contos -- Elma do Nascimento

Elma do Nascimento (florelma@estadao.com.br)


cidade: Rio de Janeiro
estado: RJ
idade: De 81 a 90 anos
sexo: feminino
categoria: OUTRAS
titulo: Livro de contos
texto: O Estranho Homem do Bambuzal
e outros contos...
Lançamento dia 26-09-2014 de 18:30 às 20:30h.

Sede da Cooperativa Cultural dos Esperantistas , Av. 13 de Maio, 47 sobreloja 208 - Rio, RJ Telef.(21) 2220-7486. Aguardamos sua visita!

domingo, 31 de agosto de 2014

Como conviver com o idoso --- Ivone Boechat

Ivone Boechat (i.boechat@terra.com.br)



 Niterói
 RJ
idade: De 71 a 80 anos

Como conviver com o idoso

Ivone Boechat (autora)

1- Nunca pergunte a um ido so: qual é o segredo de viver tanto assim? Porque a pessoa não vai lhe convencer ou vai dizer que não sabe a resposta. Quem vai adivinhar como se vive anos e anos, com tanta virose, corrupção, mentira, tapeação, bala perdida, exploração... ruindade!
2- Nunca telefone ou visite um idoso entre 12:00h e 16:00h. TODO idoso gosta de descansar nesse período sagrado.
3- Jamais conte um problema ao idoso. Ele vai poder ajudar? Também não seja o problema do idoso: é covardia. Ele não vai ter como se defender.
4- Nunca interfira na decisão do idoso: se ele decidiu ser enterrado ou cremado. Não fique reclamando do preço da cremação, do túmulo..Nem fique agourando e perguntando o que a família deve escrever por cima do túmulo.
5- Nunca diga ao idoso: essa história você já me contou dez vezes. Diga a ele que a história é interessante e o ajude a resumi-la. Ele vai entender que a história é conhecida!
6- Não estimule o idoso a se lembrar de um fato que lhe cause sofrimento. Desvie sempre a tristeza para o lado bom de tudo.
7- Não explore a disponibilidade do idoso, lembre-se que ele já trabalhou muito e hoje não tem mais resistência, saúde e vigor para tomar conta de problemas e cachorros... dos outros. Deixe em paz o cartão bancário com o pagamento da minguadíssima aposentadoria. Vai à luta!
8- Mude o canal da TV quando o assunto é desgraça!
9- Ao visitar o idoso, leve algo que lhe faça bem à saúde: boa conversa, estímulos, boas notícias... palavras cruzadas, linha para crochê... uma fruta que ele possa consumir... um livro. Nas festas de aniversário e Natal, seja criativo! Chega de tanto pijama e chinelo.
10- Lembre-se: a pessoa idosa tem todo direito à felicidade e não vai ser você que vai atormentar os derradeiros dias da vida de ninguém. Exercite a gratidão, o perdão, a solidariedade e chega de despejar lixos de traumas, tristezas antigas e carências na caçamba que a vida cismou de colocar na porta de quem lutou tanto para res istir às intempéries.

sábado, 13 de abril de 2013

NÃO POSSO E NÃO QUERO ENVELHECER - GERALDO EUSTAQUIO RIBEIRO

GERALDO EUSTAQUIO RIBEIRO (geraldo@tremnet.com.br)

cidade: Betim
estado: MG
idade: De 61 a 70 anos
sexo: masculino
categoria: OUTRAS
titulo: NÃO POSSO E NÃO QUERO ENVELHECER
texto: 
Eu não sei por que o país precisa ter tantas leis inúteis. 
Deve ser porque os legisladores eleitos pelo povo são na sua grande maioria, inúteis também. 
"Considerando a necessidade de prevenção e redução dos riscos à saúde aos quais ficam expostos os idosos residentes em instituições de longa permanência 
O Diário Oficial da União oficializou no dia 27/09/05": RESOLUÇÃO RDC Nº 283, DE F26 D3 SETEMBRO DE 2005. A diretoria colegiada da Vigilância Sanitária no uso da atribuição que lhe confere o ART. 11, inciso IV do Regulamento da ANVISA aprovado pelo decreto 3029 de 16 de abril de 1999, c/c do Art. 111, inciso I, alínea "b" & 1º do Regimento Interno aprovado pela Portaria Nº 593 de 25 de agosto de 2000, republicada no DOU de 22 de Dezembro de 2000, em reunião realizada em 20 de Setembro de 2005 e: Considerando a necessidade de garantir à POPULAÇÃO IDOSA os direitos assegurados na legislação em vigor... 
Gostaria que todos pudessem refletir. 
Que direitos tem os nossos velhos? 
Andar de graça em ônibus lotados e muitas vezes com alguém fingindo dormir nos assentos reservados para eles que precisam mendigar o lugar? 
O direito de ser atendido primeiro em qualquer lugar que tiver um a fila e ficar escutando desaforos de alguns que acha isto um absurdo? 
O que mais foi conquistado? 
Se alguém souber, por favor entre em contato. 
"Considerando a necessidade de prevenção e redução dos riscos à saúde aos quais ficam expostos os idosos residentes em instituições de longa permanência". 
Em resumo esta era a "preocupação dos legisladores". 
Era. 
O objetivo foi: Estabelecer padrão mínimo de funcionamento das instituições de Longa Permanência para Idosos. 
Aqui a lei estabelece a igualdade entre as instituições particulares (que são empresas constituídas para gerar lucro) e as que foram criadas para Gerar Voto e ser cabide de emprego com as de cunho caritativo que vivem mendigando recursos para cuidar dos abandonados pela família ou expulsos de casa pela miséria. 
Quero salientar que é do meu conhecimento que a palavra Asilo foi abolida dos dicionários e agora estas casas deverão ser chamada de Lar. 
Tenham a santa paciência! 
Vou continuar chamando de Asilo. 
Um lar só se constrói com a presença de três pessoas: Pai, Mãe e Filho. 
Que me perdoem os que não puderam ter filhos. 
Existem muitas crianças que não puderam ter Pai e Mãe. 
Que me perdoem os que não querem filhos. 
Existem tantos asilados que também não quiseram ou não souberam ter filhos. 
Vejam o que esta lei está impondo aos Asilos: 
Além de uma série de medidas na área física e estrutural. 
O quadro de funcionários deve ter: Um Responsável Técnico com formação de Nível Superior. 
Um profissional para área de Lazer com formação de Nível Superior. 
No papel tudo é muito bom. 
Na pratica... 
Nada vai mudar. 
As com fins lucrativos vão continuar faturando porque este é um mercado em expansão, porque com o avanço da tecnologia, afeição e carinho são sentimentos antigos e os filhos não estão preparados para cuidar dos seus pais. 
Todos se preparam para ter e cuidar de um filho. 
A grande maioria das pessoas que perderam seus pais, juram que cuidariam deles se tivessem tido oportunidade e os que ainda convivem com os seus, quando a velhice chega, a primeira opção é um asilo. 
Graças a Deus existem muitas exceções. 
Ninguém se prepara para cuidar da mãe ou do pai quando ficam velhos. 
São pegos de surpresa e se aborrecem. 
As instituições de Caridade também vão continuar do mesmo jeito.
A lei prevê que a casa pode ser fechada. 
E pode. 
E quem vai cuidar sem ter lucro? 
Os internos destas casas não dão retorno porque não podem pagar uma clinica particular, não possuem força de voto porque foram abandonados. 
Quem vai assumir? 
O poder público? 
As experiências de amparo Ao ser humano pelo governo são todas desastrosas: Instituições com mais funcionários que internos. 
Funcionários que mal cumprem o horário porque são meros cabos eleitorais.
Acolhimento preferencialmente por indicação política. 
E tantas outras irregularidades. 
O poder público é perverso quando se trata do cuidado com os pobres. 
Eu fui presidente voluntário de um asilo com cinqüenta e cinco internos, destes, treze acamados e a grande maioria com algum problema mental. 
Eu sempre me pergunto: Isto é um Lar? 
Um lar deveria ser o local de envelhecer com tranqüilidade. 
O bom senso diz para não receber pessoas com algum problema mental ou acamado. 
O poder público não criou um meio termo entre o Hospital e a residência do pobre. 
Há pouco tempo demos assistência a um jovem de 24 anos que foi liberado de um hospital com Escaras horríveis e sobreviveu apenas dois anos. 
O poder público fechou as casas de internação para doentes mentais, em sã consciência, quem tem condições de cuidar de uma pessoa assim dentro de um barraco? 
Se o asilo de caridade não os acolhe onde serão jogados?
No Lixo?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

PERIGUETES INSTITUCIONAIS (se tiver interesse...Leia...)


PERIGUETES INSTITUCIONAIS

Documento registrado no Cartório RTD&PJ Uberlândia/MG microfilme nº 3207509.
 
Luiz Inácio,
Meu olhar foi de desconfiança em você desde as primeiras greves dos
metalúrgicos nos idos da década de 70. Aqui, um eco da Polônia. As
mesmas greves retumbantes, uma contra a ditadura comunista da URSS,
outra, apenas salarial, no estertor da ditadura capitalista/udenista
do Brasil. Um Lech Valesa brasileiro? Ambos sindicalistas.
Contemporâneos. Um nascido em 1943, outro em 1945. Ambos fundadores de
partidos políticos: SOLIDARIEDADE e PT.
O polonês de Gdansk teve um mandato de cinco anos a partir de 1990. Na
sequência não se elegeu, por uma diferença magra de 3%. No ano de
2000, na terceira postulação, obteve menos de 1% dos votos, vítima de
um discurso e uma prática política que não interessavam mais ao seu
povo. A estrela polonesa se apagou para sempre. Um pouco de história
não faz mal a ninguém.
Aqui, um metalúrgico nordestino radicado no ABC Paulista. Até aí, tudo
bem. Um operário ousado, que o momento brasileiro comportava, dentro
dos limites de uma reivindicação meramente salarial. Quem seria aquele
operário patropi? Desleixado, atrevido, raivoso, barbudo, que mal
dominava o vernáculo, ignorava a gramática mínima, cuspia na cara da
classe dominante e vinha meio alcoolizado, pelo menos assim parecia,
protegido pela CNBB e pela OAB. Quem era ele? Era você, Luiz Inácio.
Nítido como se fosse hoje, guardo na lembrança um programa de TV, RODA
VIVA (?) onde você proclama dedicação exclusiva à luta sindical,
esconjurando filiação partidária e chicoteando a conduta de políticos
brasileiros e dos pelegos da CGT. Quem te viu, quem te vê...!
Rapidamente as melhores cabeças do Brasil intelectual ”progressista”
se juntaram a alguns ex-presos políticos, ex-exilados políticos e
inventaram um partido político que nascia com um nome discriminatório
e arrogante: Partido dos Trabalhadores. Bem católico. Bem
paulista/paulistano. Bem quatrocentão. Bem USP/UNICAMP.
Universitários, operários e professores de história caíram de quatro
no arraial do PT, com estrelinha vermelha na lapela e tudo mais.
Fanatizados.
Burguês reacionário era todo brasileiro que discordava da cartilha
petista. Estavam excluídos, e eram personna non grata, os
simpatizantes do Partidão, os nascidos em berços ruralistas, quem
teimasse em raciocinar com a própria cabeça e Brizola, evidentemente,
seu carma mais contundente. Aliás, sua projeção foi articulada com o
objetivo de enfraquecer o PTB getulista e exorcizar seu natural
herdeiro, o experiente e perigoso gaúcho caudilho socialdemocrata,
Leonel Brizola, que retornava do exílio apetitoso de poder.
Esta agremiação pretendia ser um PO, Partido dos Operários, e, na
falta de mitos e heróis brasileiros, se apropriou da foto de um médico
argentino singular, cuja biografia a militância petista jamais
pesquisou, nem se interessou em saber quem era: CHE GUEVARA. Para a
tigrada bastou decorar a frase: “Hay que endurecerse sin perder la
ternura jamás!” Foi esta a pátria ideológica da juventude brasileira
contestadora ou não. GUEVARA, mais amado no Brasil do que na
Argentina, virou poster, virou chaveiro, distintivo, enfeite de
parede, capa de caderno e camiseta. Na minha cidade dois irmãos
cabeludos se mantém há três mandatos como deputados estadual e
federal, gigolando a imagem do falecido guerrilheiro argentino que não
cobra royalties nem cachê. Mito é mito, não se discute. A nível
nacional, para compor a fantasia do bloco, o PT criou uma grife
vermelha e empunhou uma bandeira idem.
Voltemos aos anos de chumbo. Uma porção de esqueletos gritava dentro
do armário. Doíam na memória e no lombo da esquerda sobrevivente os
mandatos cassados a torto e a direito, o Congresso fechado, os
governos biônicos, os exilados políticos, a pancadaria e o sumiço de
centenas de gatos-pingados da CGT, do CPC, da UNE, da Marinha, das
universidades federais, do Partidão, das salas de aula, das redações
de jornais, danos irreversíveis produzidos sob a égide do inesquecível
e troglodita AI-5. Até hoje me amarga a boca aquela frase
discricionária: BRASIL, AME-O OU DEIXE-O. Quando o PT surgiu, como a
luz no fundo do túnel, era pegar ou largar. Muita gente acreditou e se
agarrou a esta ideia libertária como se ela fosse uma tábua de
salvação contra a ditadura militar.
Havia tanta gente séria, confiável, inteligente, interessante,
comprometida com a História pregressa do Brasil, preparada para
assumir o comando pós-ditadura militar. Gente ingênua. A luta por
melhores salários, sempre justa e oportuna, foi apenas um pretexto
para abiscoitar o partido, ganhar a confiança do povão e o poder. O
importante, em curto prazo, era fustigar a burguesia nacional e
internacional, o capitalismo selvagem e as forças armadas. Em médio e
em longo prazo, manter os pobres na pobreza, dependentes de esmola
governamental: FOME ZERO, BOLSA ESCOLA, BOLSA FAMÍLIA, BRASIL
CARINHOSO, BOLSA CULTURA...
A massa falida, de memória curtíssima e vítima do mal crônico de
preguiça mental, se identificou com o discurso messiânico e beatificou
o novo salvador. Não reparou nem se importou com insignificâncias
como, por exemplo, o fato de ele declarar que nunca leu um livro, não
sabe de nada, não viu nada. Ele queria mesmo era passear. A primeira
providência foi comprar um super avião com capacidade para mais de cem
passageiros, mandar emperiquitá-lo no exterior e voar pelo mundo, para
se vingar da infância pobre e tirar o atraso do tempo de operário
pé-de-china, grevista do ABC. Reinou por oito anos, visitou dezenas de
países e, mesmo com uma bagagem insignificante de leitura, se tornou
Doutor Honoris Causa de cinco universidades brasileiras e uma
portuguesa. ECCE HOMO! Você.
No Congresso foi fácil comprar dignidades e votos. E houve todo
recurso do Tesouro Nacional para garantir todas as negociatas e para
manipular a ingênua e burra opinião pública das classes C, D, E. Os
institutos de pesquisa entrevistaram (será que entrevistaram mesmo?)
punhadinhos de brasileiros e brasileiras, ninguém sabe onde, e fizeram
a grande virada eleitoral. Eu, como nunca fui entrevistada nem jamais
conheci sequer um cidadão brasileiro que o tenha sido, não me deixei
sugestionar pelos resultados, porém as vitórias, garantidas pelas
bolsas-esmolas, aconteceram. O famoso toma lá, dá cá. É dando que se
recebe. O tempo se encarregou de botar os pingos nos is. Uns saíram do
PT por desencanto. Outros, que tinham luz própria, foram
defenestrados: Maria da Conceição, Erundina, Hélio Bicudo, Cristóvão
Buarque, Gabeira, Luiza Helena, Marina Silva, Flávio Arns... Centenas.
Milhares.
Luiz Inácio, você sabia que, apesar de tudo, ainda existe uma parcela
da nossa população que raciocina, analisa, discorda, vê, ouve, rala
pra caramba, paga impostos deduzidos na fonte e/ou no pé da Nota
Fiscal, lê jornais, revistas, assiste telejornais todo santo dia, ouve
a BBC de Londres? Pois existe. Eu me incluo nesta lista, com muito
orgulho. Nós, brasileiros patriotas de plantão permanente, não depomos
a esperança em dias melhores, com dirigentes mais honestos, mais
decentes.
Machuca meus brios ver esta máquina extraviada, esta cúpula política
em permanente cópula com o estelionato, a corrupção, o enriquecimento
ilícito, a malversação do dinheiro público, as licitações maquiadas,
superfaturadas ou, pior ainda, dispensadas legalmente, a governança
exercida por medidas provisórias, as Câmaras vazias, legislando com
votos de lideranças, através de indecorosos acordos de bancada.
Dizer apenas que dói em mim é eufemismo. Na verdade tudo isto me enche
de indignação. Mal comparando é como se a sociedade brasileira fosse
composta de debilóides e safados: índios que querem espelho, negros
que querem samba e brancos que querem propina. Só isto.
Eu me pergunto para que tanto deputado, tanto senador? Para aprovar no
tapetão, com apenas voto de liderança, bastava que o Brasil elegesse
um único representante para cada legenda. Seria mais honesto e
muitíssimo mais econômico. Quanto ao povão, sempre ocupado com
futebol, carnaval, parada do orgulho gay, feriado emendado etc., para
esta gente basta uma bola de futebol, uma latinha de cerveja bem
gelada, e, na TV, uma novela bem indecente seguida de um reality show
completamente idiota.
Você tem a responsabilidade histórica de ter subido duas vezes a rampa
do Palácio do Planalto. Pesa em suas costas o ônus decorrente de
medidas que não foram tomadas: reforma tributária, reforma política e
reforma agrária. Mexer no item carga tributária é mexer em vespeiro. É
desonerar encargos e reduzir a arrecadação de impostos. É nivelar por
baixo o ICMS de todos os Estados. Quem assume?
Reorganizar a vida política nacional começa por moralizar o fandango
partidário, reduzir o número de representantes no legislativo e acabar
com o voto de liderança. Tem que ser muito macho pra reduzir o
quantitativo de ministérios, secretarias inúteis, institutos de coisa
nenhuma, ONGs e funcionários fantasmas. Para moralizar o executivo
urge extinguir anomalias indecentes como a medida provisória. Tanta
coisa a fazer! Não é mesmo para qualquer um.
Reforma agrária depende de uma revisão imediata da Lei Nº 8.629.
Depende de um INCRA mais criterioso. Depende de Ministérios (Social e
Agrário) com pulso firme para deter a ação nefasta e criminosa de
bandidos e parasitas infiltrados entre trabalhadores sem-terra, ambos
eleitores de cabresto de vocês. Assim como está, o que se vê é apenas
uma desestruturação da vida no campo sem nenhum resultado. E, o que é
pior, acampados e assentados são párias sociais favelados na roça,
esquecidos da sorte, do governo e da Lei. O que mais prospera nos
módulos dirigidos pelo MST e MLST são botecos para o comércio livre de
pinga e drogas. Assentados são meros revendedores ou aspirantes a
revendedores de módulos rurais dos quais eles não possuem escritura
cartorial. E o INCRA, cadê o INCRA? Aqui em Minas Gerais, que tem
quase novecentas cidades, quem quiser falar com o INCRA tem que ir a
Belo Horizonte. Este órgão funciona ou é uma piada para boi dormir?
A pergunta que não quer calar é a seguinte: para que existe cartório,
documento, registro, selo, firma reconhecida, matrícula, escritura,
esta parafernália toda? Para nada? É tudo uma simulação de ordem, de
legalidade, ou apenas um assalto sem revólver? O campo está em pé de
guerra, Luiz Inácio. Veja o desastre que você e sua pupila consentiram
e estimularam. O certo, o óbvio, seria que a propriedade privada
estivesse protegida pelo Estado. Ou será que o lema ORDEM E PROGRESSO
é apenas enfeite de bandeira?  É preciso ter arcabouço moral e total
credibilidade política para enfrentar estas promessas de campanha, o
que não é o seu caso. Assim sendo, você não fez o que era urgente nem
sua sucessora o fará.
A BOLÍVIA nacionalizou uma PETROBRAS nossa como bem quis, estimulada
por Hugo Chavez. Como Evo Morales é seu amigo do peito, ficou por isto
mesmo, mal negociada. Você cortejou e protegeu ditadores, genocidas e
assassinos julgados. E muitas vezes foi motivo de espanto, de riso e
zombaria aqui e no exterior.
Nossas tropas de paz no Haiti, que generosidade extrema foi aquela?
Desvestindo um santo para vestir outro? O povo brasileiro se acabando
na droga, no crime, na luta fratricida, nos deslizamentos das
encostas, à míngua, sem vacina, no rabo da fila mundial do
conhecimento, desmatando tudo, e você na pajelança de uma vaga para o
Brasil (para você) na ONU ou um Prêmio Nobel de qualquer coisa.
Enquanto isto a suruba correu solta no berço esplêndido da Pátria
Amada e só agora vem à tona: cartões corporativos, mensalão,
passaportes diplomáticos, Rose etc. Um presidente pífio, do qual me
envergonhei tantas vezes!
E o Acordo Ortográfico? Você assinou, açodadamente, uma supérflua
reforma denominada Acordo Ortográfico, a partir do qual a insegurança
passou a presidir a redação de textos em língua portuguesa. Não foi
uma atitude inteligente nem necessária nem patriótica porque forçou o
Brasil a jogar fora toda sua produção editorial, todos os dicionários,
enciclopédias e livros didáticos... Precisava? Não, não precisava. O
mundo não ia acabar se permanecessem o trema na palavra linguiça e o
acento agudo na palavra ideia.
Para você, que se gaba de não ler e que decerto também não escreve,
talvez não signifique nada o que eu estou dizendo, mas pode ter
certeza de que o prejuízo foi incalculável para o País. Como terão
ficado os demais signatários deste Acordo? Portugal, Angola, São Tomé
e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste? Eles,
tão menores do que nós, talvez com mais dificuldade financeira, como
estarão honrando este Acordo Ortográfico?
Neste momento surgem trincas ameaçadoras nas muralhas da sua ficha
limpa, do seu conceito de salvador da Pátria. Você não precisou de
inimigos para conspurcar sua imaculada pele de cordeiro, esgoelada à
exaustão em cada esquina, em cada boteco, em cada assentamento, em
cada video institucional chapa branca. A você bastaram os amigos mais
próximos, seus cães-de-fila: Palloci, Genoíno, José Dirceu, Delúbio,
Luizinho, Valério, João Paulo etc etc etc... E os que você selecionou
e anexou na sua agenda ao longo dos três mandatos: Collor, Sarney,
Renan, Jefferson, Maluf etc. Tudo gente boa.
Nunca antes na História do Brasil amigas íntimas nomearam, fizeram e
desfizeram. Amiga íntima é o quê? Foi no seu governo inovador que isto
começou. Seu retrato chutando bola, na parede da sala da sucursal da
Presidência em São Paulo foi um desacato à presidenta. E ela passou
despercebida, o que é muito grave. Ou percebeu e consentiu, o que é
mais grave ainda. Se a PF não dá pela história e a imprensa não bota a
boca no trombone, estariam lá, até hoje, o escritório dentro do Banco
do Brasil (dentro???), a foto atlética na parede e a dita-cuja na
poltrona giratória. Cá pra nós, a foto do herói em momento relax, na
parede errada, foi um descuido imperdoável. No tempo do meu avô teúdas
e manteúdas corriam por conta do coronel, nunca por conta do povo
brasileiro. Eles eram garanhões muito mais éticos, convenhamos.
Milhões e milhões de reais nas cuecas, nas malas e em contas em
paraísos fiscais. Empregos em profusão, superfaturamento à vontade,
cartões corporativos e passaportes diplomáticos para seus familiares e
amigos. Tudo fora do controle porque A VIÚVA é rica e tem hímen
complacente. Enquanto isto, no SUS, falta médico, leito,
remédio,vacina, lençol, esparadrapo, fraldão, seringa descartável etc.
Faltam dentes na boca do Zé-povinho. Falta insulina no posto de saúde.
Falta pavimentação nas estradas. Falta estrada. Falta ponte. Faltam
eclusas nos nossos rios navegáveis. Faltam portos para escoar nossas
riquezas. Falta ferrovia de bitola larga. Falta metrô nas cidades
grandes. Faltam respeito e salário digno nas escolas públicas de todos
os níveis. Falta tanta coisa, e o MENSALÃO escancarando mazelas de um
governo longo que se autorrotulou de pioneiro, o primeiro na História
do Brasil a fazer e acontecer. Tem vergonha de tudo isto, não,
excelência? Nem remorso?
Seus amigos estão aí, no pau da goiaba, na execração pública. Pensou
que os ministros nomeados por você estavam obrigados a lhe vender a
alma? Nem todos, viu só que gente mais ingrata? E você? São e salvo.
Prestigiado por governadores e por institutos de pesquisa. Mudo e
surdo. Tem nada a dizer, não? Vai deixá-los torrar na fogueira da
Justiça? O gato comeu sua língua, companheiro? Que papelão! E agora
esta Operação Porto Seguro, um polvo do mal, cheio de tentáculos, que
horror!
A primeira dama esteve à toa por oito longos anos, vivendo vida de
rainha neste Palácio da Alvorada, plantando canteiros vermelhos no
jardim real. Podia ao menos ter prestado mais atenção às amizades do
marido, às amigas mais próximas, de confiança. Uma convidada especial
integrante da comitiva presidencial em mais de vinte viagens
internacionais, não é pouco, não, hein, companheiro? Com passaporte
diplomático, talvez? Com direito a cartão corporativo, será possível?
Revistas e jornais contam horrores, mas deve ser calúnia, não pode!
Tanta contravenção, tantos escândalos... Por que você não se defende?
Ou é tudo verdade? Parafraseando Castro Alves eu pergunto: “Onde estás
que não respondes?”
O PT é hoje um partido esvaziado de líderes, desprovido de pensadores.
Tão afeiçoado ao poder como se o poder fosse seu oxigênio, sua
adrenalina. Ao cabo de trinta e oito anos de militância aguerrida, eis
que a vitória acachapante aconteceu nas urnas municipalistas, mas
vocês não conseguiram chegar sozinhos. Tiveram que vender a alma ao
diabo a agora as coligações heterodoxas vão corroer seus governos.
Perdendo a presidência da Câmara e do Senado, o barquinho de vocês
estará à deriva. Quer apostar? No PT só sobraram índios. Cadê os
caciques?
O PT não me interessa, quero lhe falar de sonho, de utopia. Hoje seus
adversários pensam que vocês são comunistas. Temem o comunismo porque
esta ideia é difusa, repleta de experiências malogradas e até
perversas em alguns países do mundo. Aqui e agora este ódio à flor da
pele é resultado das cabeçadas, dos desvios de comportamento moral e
ético, das lambanças políticas praticadas por seus companheiros mais
diletos, de absurdos privilégios criados para serenar a ira do
populacho.
Qualquer um pode ter puxado o gatilho da arma que matou Celso Daniel.
O mais importante, que ainda não foi apurado, é o motivo desta morte
absurda e o mandante do crime, um espinho atravessado na garganta dos
familiares daquele prefeito e de milhares de brasileiros menos burros,
como eu. Precisava, não, Luís Inácio! A História do Brasil já
registrava muitas irregularidades, muitos crimes e muitos suicídios
mal explicados. Então vocês apareceram, prometendo consertar o País.
Foi nisto que se acreditou.
Eu sei que vocês nunca foram comunistas. Alguns eram/são meros
arruaceiros. Outros, meros delinquentes juvenis. Outros, bandidos
mesmo. Pode até ser que houvesse alguns equivocados, rebeldes sem
causa, que foram no vai da valsa. A boiada seguiu a corrente sem
raciocinar. Sou testemunha ocular e vítima de todo o processo. Jamais
peguei em armas. Nem eu nem minha família. O berço marxista me
aproximou da utopia socialista e fez da minha prática diária a
concretização deste sonho coletivista. Dia após dia, no meu lar e na
sala de aula da escola pública, eu tentei ser uma cidadã atualizada,
coerente, politizada e politizante. A luta armada, sem nenhuma chance,
sem quadros, neste nosso País continental, foi mais uma infantilidade
e uma burrice do que uma atitude heróica. E sacrificou tanta gente!
Falemos de você. A liderança caiu em sua cabeça por acaso. Um líder
fabricado da noite para o dia, sem preparo teórico, sem histórico
partidário nem político. Foi muito holofote, muita mídia, muito
foguetório. Houve também muito aplauso importante: CNBB, OAB, FIESP, a
grande imprensa e, por detrás da cortina, o consentimento do governo
militar.
Você, ingênuo, acreditou. Bastaram-lhe 31 dias de reclusão para
elegê-lo como deputado federal constituinte mais votado do Brasil. Na
sequência você, que tanto havia achincalhado os ricos e os
empresários, cooptou o empresário milionário José de Alencar e, com
esta tacada de mestre, encerrou o ciclo de desconfiança ideológica que
pesava sobre o PT e você. Enterrado o fantasma da esquerda, as
dificuldades acabaram. Choveu dinheiro nas suas campanhas malogradas e
nas vitoriosas. Os publicitários que o digam. Você vestiu a fantasia
do SUPER-HOMEM, a faixa de presidente, e saiu voando, fazendo
bobagens, dizendo bobagens no mundo inteiro. Chistoso. Eu o considero
um impostor, Luiz Inácio, um coveiro do sonho de esquerda da minha
geração prestista, que se preparava para ganhar “no papo” e não “no
sopapo” como vocês fizeram. Na minha avaliação, seus heróis da luta
armada atropelaram e atrasaram a História do Brasil desde quando
empunharam armas, assaltaram bancos, sequestraram pessoas, até quando,
trinta anos depois, assumiram postos, cargos e funções.
A ditadura militar agonizava, desmotivada, e os ditadores já estavam
sem repertório. “VOLTA, FLÁVIA SCHILLING”, escreveu emocionado o
truculento presidente João Batista Figueiredo. O PT foi apenas um dos
atores do fim da ditadura, não foi o dramaturgo. Você sabe o que é
dramaturgo? O Brasil merecia uma esquerda muito melhor, mais decente,
mais patriota.
Não sei se os historiadores vão lhe reservar um lugar no panteão da
glória como o MARCO ZERO da História do Brasil ou se vão julgar como
um desastre o tsunami de revolta e animosidade que o governo do seu
partido deixou como herança maldita para a família brasileira: a
intolerância e o revanchismo. Militares e a esquerda, negros e
brancos, índios e brancos, fazendeiros e sem-terra, estudantes da rede
pública e particular, quanta mágoa e conflito supurando ao mesmo
tempo!
Que dizer destas cotas, acendendo fachos de fogo no borralho étnico,
social e político de nosso País? Um bem ou um mal? Tudo isto apenas
para encobrir a incúria administrativa do governo petista, mero
paliativo de uma governança pusilânime que não promove reformas de
base, para quem educação não é prioridade. É mais fácil, mais prático,
mais eleitoreiro, criar privilégios para o jovem portador de um título
eleitoral, que já vota, do que educar, no berço, a massa que só votará
daqui a dezoito anos. Óbvio ululante!
Seu colega Lech Valesa foi agraciado com o Prêmio Nobel da PAZ em
1983. Talvez uma picuinha contra a URSS. Mas foi. E você? Talvez
decidam homenageá-lo como pai dos pobres pelas bolsas-esmolas
incondicionais, sem prazo para acabarem, sem contrapartida para os
beneficiários das mesmas. Mas também pode ser que considerem estas
ditas “políticas afirmativas” como meras matracas de fazer voto e
manter o povo à margem do crescimento social, cultural e profissional.
Vai depender do historiador e de quem pagar pelo serviço. Infelizmente
a verdade é uma moeda de duas caras e papel aceita tudo.
Muita saúde para você, são os meu votos de Ano Novo. Peço-lhe que não
morra agora. Você corre o risco de ser canonizado pela massa ignara e
isto é tudo que não pode  acontecer.
Desculpe declarar que eu não tenho nenhum respeito especial,
genuflexo, pela sua história de nordestino retirante, órfão de pai
irresponsável, filho de mãe que nasceu analfabeta, inventor de um
Brasil onde nunca antes de você ninguém havia ... blá-bláblá.
Para mim você é apenas um nordestino vaidoso, petulante,
irresponsável, complexado e ridículo, cercado de aproveitadores, que
foi usado por bobos e ladinos e até por empresários, políticos e
banqueiros oportunistas, ladrões e cretinos, brasileiros ou não. Só
isto. Um cidadão que teve a sorte de nascer no Brasil, porque, se
tivesse nascido em um País mais austero, algumas coisas não teriam
acontecido em seu derredor nem em seu benefício. Pra Curupira,
Macunaíma, Getúlio e Juscelino, lhe faltam um queijo e uma rapadura.
Saiba, Luiz Inácio, que há ex-petistas frustrados, que pensam
exatamente como eu, que nunca fui petista. Tenho milhares de mensagens
deles. Se eles autorizarem, lhe mostro todas.
Escrevo-lhe esta carta motivada pela impossibilidade de lhe falar
pessoalmente. Por um dever de lealdade comigo e com toda a verdade que
sofrimentos políticos impuseram a minha família e a mim. Eu não cobrei
do povo brasileiro um preço pela derrota do meu sonho ideológico, que
vocês depois acabaram de jogar no lixo. Não pedi indenização. Sabe por
quê? Porque um sonho ideológico não tem preço. E a derrota, assim como
a vitória, faz parte do jogo. Pessoas maduras, equilibradas, sensatas,
sabem disto.
Sou sete anos mais velha do que você. Compete a mim tomar esta
iniciativa. Serenamente porque o momento é oportuno. E publicamente,
porque somos pessoas públicas. A carta é longa, é verdade. Oito laudas
A4 em fonte 11. Mas muito menor do que o tempo que eu venho tolerando
você e seus cupinchas. Então, leia com paciência, meditando cada
parágrafo, porque vai aqui um pouco da História do Brasil de que nós
dois participamos como artífices.
Neste retiro a que se recolheu agora, tudo conspira a favor de uma
autocrítica. Vai lhe fazer bem. Saia da concha, você não é uma ostra.
Ou será que é? Vou lhe contar um segredo que é seu, que você viveu e
não se deu conta: você não é um ex-presidente porque nunca presidiu
coisa nenhuma. Por um tempo você foi hóspede do Palácio da Alvorada.
Cumpriu as tarefas que meia dúzia de espertalhões traçaram para você,
repetiu as palavras de ordem sugeridas por seus ministros, assessores,
amigos e puxasacos, vários deles periguetes institucionais de saia
justa ou de bigode, tanto faz. E foi bufo em alguns momentos,
principalmente nas performances internacionais, quando vendeu a imagem
cafona, bizarra e equivocada de um país emergente perdulário e
fuleiro. O resto foi bajulação, farofa, churrasco, futebol e
caipirinha. Devia ter perguntado a OBAMA qual o significado da palavra
O CARA, que tanto lhe subiu à cabeça.
Se puder entender o que eu tento lhe dizer, o que eu sinto, saiba que
neste momento sinto pena. Do Brasil e de você. Do Brasil porque fecha
o ano sem votar os royalties do pré-sal, sem votar a Lei Orçamentária
de 2013, com um PIB pouco maior do que ZERO, pelo Mensalão inconcluso,
pela Operação Porto Seguro, pelo arquivamento do escândalo Cachoeira,
pelo grande blefe Demóstenes Torres, pelo problemaço energético, pelo
Velho Chico, pelas obras do PAC, superfaturadas e interrompidas, pela
dispensa de licitação para obras em aeroportos, estádios, Brasil
Carinhoso, por esta alucinação esportiva em um País sem atletas, pela
volta da cerveja aos estádios, por confirmar a cada dia que o Brasil
não é um País de gente séria. Ah, e pelos impostos que eu pago, para
enriquecer malandros! Culpa da Dilma? Dilma é você, tanto faz.
Sinto pena de você, que parece ter caído no melado. Um animal acuado
cujo constrangimento é evidente. O preço da glória é alto demais,
principalmente quando tudo parece sinalizar um desfecho de conto de
fadas de final infeliz, aquele no qual uma criança verdadeira grita
durante o desfile: O REI ESTÁ NU!
Peço desculpas aos meus netos pelo País que vou legar a eles,
abarrotado de mentiras e de crimes institucionais.
Sinceros pêsames, Pátria Amada BRASIL!
 
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio